Dom de cura: como saber se é de Deus ou não?

A Palavra de Deus apresenta o dom da cura como sendo uma possibilidade de Deus e de Satanás. Jesus realizou muitos milagres de cura. Pedro, após ter alcançado a cura do coxo junto à porta chamada Formosa, afirmou claramente que aquele ato foi realizado pelo poder de Cristo Jesus e não pela sua capacidade (Atos 3:12-16).

Assim, em toda a Escritura, a possibilidade de cura é alcançada pelo poder de Deus. Os instrumentos usados para tal milagre podem ser profetas, apóstolos ou alguém designado por Deus. A ciência e os médicos também podem ser usados hoje como instrumentos nas mãos de Deus para a operação de curas. As Escrituras não limitam a possibilidade de cura a uma determinada época ou período. Os milagres dão evidência do poder de Deus, mas não nos esqueçamos da contrafação satânica. Vejamos como isso acontece.

O apóstolo Paulo descreve a ação fraudulenta de Satanás em 2 Coríntios 11:13-15. Ele se disfarça em anjo de luz e assim também os seus apóstolos. O livro do Apocalipse apresenta os sinais e maravilhas da besta que representa Satanás e o Anticristo (Apocalipse 13:13 e 14, 16:13 e 14). Em seu sermão profético, Jesus evidencia a ação devastadora dos falsos Cristos e falsos profetas enganando até os escolhidos (Mateus 24:24).

Em Mateus 7:22,23 Jesus relata a decepção que muitos supostos cristãos experimentarão, por ocasião da Sua volta. Segundo este relato, alguns expulsaram demônios, outros profetizaram e outros fizeram muitos “milagres”. Mas para o horror deles, Jesus dirá: “Apartai-vos de Mim, não vos conheço”.

Como saber se a cura foi efetuada por Deus ou Satanás?

O próprio Jesus responde (Mateus 7:21-23). A cura dá evidências da ação de um poder satânico ou divino. Ninguém deve acreditar num pregador ou apóstolo só porque realiza milagres. Se a sua vida e os seus ensinos não estiverem de acordo com a doutrina bíblica de nada servirão tais milagres (Isaías 8:19 e 20). A cura não prova a verdade e sim a verdade (bíblica) é que prova a cura.

Há inúmeras religiões que falam muito de fé, mas se não houver cura, se não houver enriquecimento, não há motivação para seguir a Cristo. Será isto fé ou barganha? Se não houver compensação não há relacionamento? O apóstolo Paulo pediu para Deus curá-lo de sua enfermidade, mas Deus não o curou. Quer dizer então que o apóstolo Paulo não tinha fé? Cristo disse que seria melhor perder um olho, um braço ou a própria vida, do que perder a vida eterna. Em Isaias 35:5 e 6 o profeta fala do tempo quando Deus virá restaurar a Terra, então os cegos, coxos, mudos e surdos serão curados pelo poder do Seu amor. Portanto, Deus nunca prometeu curar todos os que acreditam nEle, mas prometeu levá-los para o Seu lar onde não haverá mais morte nem dor (Apocalipse 21:1-4).

Nos primórdios da era cristã, Deus deu à igreja o dom da cura e outros dons, para dar crédito à pregação das boas-novas da salvação provida por um Deus que foi morto por simples mortais. Isto naquela época era loucura para os incrédulos. Os dons dados à Igreja eram para ser evidências do poder de Deus na vida de Seus humildes servos.

Note que a ênfase da pregação do evangelho que revolucionou o mundo não era baseada no dom da cura, mas no amor de Jesus demonstrado na cruz do calvário. Será que não havia doentes naquele tempo? Com certeza muitos! Mas os discípulos jamais usaram a cura como um meio de propagar suas crenças. As pessoas não estavam interessadas na cura, mas na nova vida oferecida por Cristo.

Satanás tem deturpado tudo o que Deus criou para a felicidade eterna do homem: o sexo, a música, a dança, os divertimentos, os alimentos, os dons espirituais, etc… Tanto é que Cristo advertiu-nos a respeito dos falsos cristos, falsos profetas, falsos milagres, etc. Hoje há muita exploração comercial e espiritual em torno das curas, onde se vê charlatanismo, truques baratos, autossugestão, e manifestações demoníacas. Graças a Deus que nossa salvação não depende de curas e milagres, mas sim da pessoa de Jesus. Ele é o único nome para a nossa salvação (Atos 4:12). Cremos que Jesus pode e realiza milagres e curas maravilhosas, mas não é por isso que cremos nEle. Cremos nEle porque na cruz Ele demonstrou ser o nosso amorável Salvador!

Cremos que a atitude mais correta é seguir os conselhos da Palavra de Deus, onde com segurança encontramos luz para o nosso caminho durante a jornada neste mundo coberto pelas trevas do egoísmo. A Bíblia diz: “Examinai tudo e retende o que é bom; Nem todo o que diz Senhor entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do Meu pai”.

Fonte: http://esperanca.com.br

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Nossa Descrição de Trabalho

trabalho-missionario Bom dia a todos. O tema de hoje é: “Nossa Descrição de Trabalho.”
Depois de analisar o evangelho e o testemunho temos condições adequadas de fazer uma declaração do nosso trabalho de acordo com as orientações bíblicas.
Evangelismo é o processo de proclamar o evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo de maneira clara e persuasiva, de modo que homens e mulheres O aceitem como Salvador e O sigam como Senhor, para que se tornem discípulos bem como formadores de discípulos.
Assim fazendo, estamos nós seguindo a missão que o Senhor nos confiou quando disse: “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” Mateus 28:18-20.
O rápido crescimento da igreja primitiva foi devido em grande parte, à convicção e empenho de seus membros. Evidentemente tudo isso passa pelos ensinamentos de Jesus e pelo poder do Espírito Santo.
Nem sempre são as palavras rebuscadas que fazem a diferença. Milhares podem ser alcançados de modo simples e humilde.
Tenham todos um ótimo dia.

Fonte: http://www.stina.com.br/

O Salmo 118 e a “observância” do domingo

Calendário “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular. Isso vem do Senhor, e é algo maravilhoso para nós. Este é o dia em que o Senhor agiu; alegremo-nos e exultemos neste dia.” (Nova Versão Internacional, grifo acrescentado).

Há muito tempo vários defensores da observância do primeiro dia da semana têm forçado o Salmo 118:22-24 a dizer o que ele não quer.

Afirmam tais estudiosos que o “dia em que o Senhor agiu” é uma referência ao dia da ressurreição de Jesus (domingo) e que, portanto, o salmista estaria profetizando a mudança do dia de guarda.

Entretanto, é impossível imaginar que Davi estivesse fazendo uma profecia sobre algo contrário ao que Jesus mesmo disse em Mateus 5:17-19. O Salvador garantiu que Ele não veio para mudar a Lei, tornando assim o plano de salvação algo incoerente (por que pagar a dívida por nossa desobediência a uma Lei que pode ser mudada?)

Ele veio para cumprir a Lei (que nesse texto se refere aos escritos de Moisés) no sentido de dar a ela o seu verdadeiro significado e mostrar a amplitude espiritual dela. Esse é o significado do termo grego para “cumprir” (pleroo).

Além disso, é de estranhar que Davi, um observador do sábado, que até compôs o que conhecemos como Salmos Sabáticos (do número 92 a 100), tenha profetizado a mudança do dia de guarda.

Mais estranho ainda é ele não ter feito pelo menos um Salmo (ou hino) para “comemorar” a santidade do domingo! Não estou fazendo uso do chamado “argumento do silêncio”, mas, refletindo no comportamento do salmista diante do dia de guarda.

NÃO É SÓ ISSO

A seguir, apresentarei outras razões que nos levam a ter certeza de que o Salmo 118 não fala da observância do domingo. Elas foram extraídas do livro Respostas a Objeções, de Francis Nichol (Casa Publicadora Brasileira, 2004), p.p. 159-162:

1) Em nenhum lugar a Bíblia diz que Cristo tornou-se a “principal pedra angular” pelo ato de ressuscitar dos mortos;

2) O contexto de Colossenses 1:18 indica que, se algum ato está sendo focalizado, é a morte de Cristo, que ocorreu no sexto dia da semana (Nota: para serem mais coerentes com o próprio argumento em torno do Salmo 118, os observadores do domingo deveriam observar a sexta-feira);

3) É evidente que a declaração de Paulo em Efésios 1:22, a respeito da supremacia de Cristo sobre a igreja, não justifica a conclusão de que a aquisição de Sua supremacia ocorreu no domingo da ressurreição;

4) O grande plano da salvação depende de uma série de importantes eventos (não somente a ressurreição): a crucifixão e o segundo advento;

5) Um exame dos versos que precedem e seguem a passagem (Sl 118:22-24) revela que o salmista aqui está preocupado com o assunto amplo da salvação (e não com a observância do domingo). Assim diz o verso 21: “Render-te-ei graças porque me acudiste e foste a minha salvação”. Diz o verso 25: “Oh! Salva-nos, Senhor, nós te pedimos; oh! Senhor, concede-nos prosperidade!”. Compare o comentário de Pedro no Novo Testamento: “Este Jesus é a pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro” (At 4:11, 12).

6) De acordo com o apóstolo Paulo (2Co 6:2), o “dia da salvação”, do qual os profetas tinham escrito, era o “agora” (decidir-se pela salvação HOJE), quando ele estava escrevendo à igreja de Corinto, muitos anos depois da ressurreição.

7) O paralelo do Salmo 118:22-24 é com João 8:56. Veja:

“Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele”

“Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o Meu dia, viu-o e regozijou-se.

O paralelismo é perfeito. Aqui vemos que Abraão, com olhar profético, antecipou o próprio tempo em que Cristo estaria diante dos homens para lhes oferecer a salvação e “regozijou-se”. Evidentemente, o “dia da salvação”, segundo esse texto paralelo, começou antes da ressurreição.

A conclusão natural é que o Salmista está falando do dia da salvação que seria anunciado claramente pelo advento de nosso Senhor como o Salvador da humanidade.

E para encerrar, Francis Nichol continua: “A Bíblia revela que Abraão ‘regozijou-se’ e ‘alegrou-se’ em relação ao ‘dia’ do qual falou o salmista. Há algum defensor do domingo tão corajoso a ponto de afirmar que Abraão guardou o domingo?”

CONSELHO FINAL DESTE IRMÃO

Aceite os fatos não por causa dos adventistas, mas, por causa do seu amor e respeito a Deus (Jo 14:15). E, medite no fato de Davi ter escritos os salmos sabáticos e não “salmos dominicais”.

Ah! Não se esqueça do que Jesus ensinou em Mateus 5:17-19. Isso evitará que sua mente divague em busca de novos “argumentos”, além dos que Deus já expos claramente nas Escrituras a respeito do assunto.

Um abraço e que “O Senhor do Sábado” (Mc 2:28; Mt 12:8) lhe abençoe e guarde.

(Autor: Leandro Quadros)

Fonte: http://novotempo.com/namiradaverdade/2012/01/15/o-salmo-118-e-a-%E2%80%9Cobservancia%E2%80%9D-do-domingo/

O Cristo Resoluto

Porque o Senhor, o Soberano, me ajuda, não serei constrangido. Por isso eu me opus firme como uma dura rocha, e sei que não ficarei decepcionado. Isaías 50:7

cuidado-ovelhasO Cristo de postura firme. Essa é uma imagem que geralmente não temos de Jesus. Estamos acostumados com os generais cuja fisionomia demonstra determinação inflexível – os Pattons, Napoleões e Eisenhowers – mas não Jesus de Nazaré. Preferimos pensar nEle como o Bom Pastor amparando as ovelhas em Seus braços.

Mas a profecia de Isaías se cumpriu na descrição de um dos evangelhos que ecoa as palavras do profeta: “Aproximando-se o tempo em que seria elevado aos Céus, Jesus partiu resolutamente em direção a Jerusalém” (Lc 9:51). Marcos registrou mais detalhes: “Eles estavam subindo para Jerusalém, e Jesus ia à frente. Os discípulos estavam admirados, enquanto os que O seguiam estavam com medo” (Mc 10:32).

Trata-se de uma cena poderosa: Jesus caminha à frente do grupo, talvez desejoso de ficar a sós com Seus pensamentos. Os discípulos O seguem apreensivos. O comportamento de Jesus, agora tão diferente, os deixa surpresos e ansiosos. Sua fisionomia está séria, Seus olhos brilham com intensidade, todo Seu ser transparece determinação. Está decidido e prosseguirá, não importa o preço a ser pago.

O resultado parece inevitável: Jesus escolheu ir a Jerusalém, mesmo ciente de que a rejeição, o desprezo, a traição, a tortura e a morte O aguardavam naquele lugar. Sua vida não era um roteiro a ser seguido; Ele não era um ator, muito menos uma marionete. Ele poderia ter escolhido não ir a Jerusalém e não Se submeter à cruz. Poderia ter abortado Sua missão a qualquer instante. Veio à Terra “com risco de fracasso e ruína eterna” (O Desejado de Todas as Nações, p. 49).

Que Salvador! Que Senhor! O Cristo resoluto ganhou nossa salvação.

E nós, que escolhemos seguir Seus passos hoje, devemos esperar “um mar de rosas”, como diz o ditado? Será que o título que carregamos de “cristão” nos garante uma vida de obediência a Cristo calma, tranquila e confortável? Ou sabemos o que significa ficar firmes como uma dura rocha, determinados a permanecer fiéis a Ele a despeito das consequências?

Paulo conhecia a necessidade de manter uma postura firme. Contra todos os conselhos e advertências, partiu para Jerusalém, ciente de que a prisão e o sofrimento o aguardavam lá.

Isso é graça decidida – a graça do Cristo resoluto.

Fonte: Meditações Diárias 2012 | CPB.com.br

O Segredo da Vitória

Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em Meu trono, assim como Eu também venci e sentei-Me com Meu Pai em Seu trono. Apocalipse 3:21

Mais que Vencedores JUBASU PIBSU O tema da vitória é apresentado intensamente no livro de Apocalipse. Cada uma das mensagens às sete igrejas se encerra com uma promessa ao que vencer (Ap 2:7, 11, 17, 26; 3:5, 12, 21). Mas como podemos vencer? As forças espirituais arregimentadas contra nós parecem tão poderosas e nós somos tão fracos. Como podemos sair vitoriosos nessa batalha? Em nossa fraqueza encontra-se o segredo da vitória. Se nos submetermos ao Salvador e nos apoiarmos totalmente nEle, todas as forças do inferno serão afastadas de nós.

Prezado amigo, quero partilhar com você uma promessa que reconheço ser verdadeira, pois já a coloquei à prova vez após outra, e nunca falhou: “Coisa alguma é aparentemente mais desamparada, e na realidade mais invencível, do que a pessoa que sente seu nada, e confia inteiramente nos méritos do Salvador. Pela oração, pelo estudo de Sua Palavra, pela fé em Sua constante presença, a mais fraca das criaturas humanas pode viver em contato com o Cristo vivo, e Ele a segurará com mão que nunca a soltará” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 182).

Note a tríplice fórmula da citação:

1. Oração. A vida do vencedor é de oração. A oração que vive e respira a presença de Deus, a oração proferida ou silenciosa, a oração em meio às tarefas e aos cuidados diários.

2. Estudo da Palavra. O estudo da Palavra de Deus e a vida vitoriosa andam de mãos dadas. O estudo da Bíblia com oração é capaz de nos fortalecer no Senhor e em Sua vontade. A leitura esporádica nos deixa fracos e vacilantes; contribui para o fracasso. E não ler significa que rapidamente cairemos presas do inimigo.

3. Fé na constante presença de Deus. Vivemos pela fé. A fé é a essência da vida cristã. Ao nosso redor, as forças do secularismo e do materialismo nos envolvem com seu poder, seduzindo-nos a lançar nossa sorte com elas e a “comer, beber e alegrar-nos”. Mas a fé diz “não”! Há mais abundância de vida do que nossos olhos podem enxergar. Existe outro mundo, o reino de realidade suprema, a presença de Deus. Essa vida passageira não é tudo o que existe. Deus nos criou para Ele!

Tente. Lance-se nos braços de Deus. Quanto mais fraco se sentir, maior será a força dEle em você. Jesus, o vitorioso, lhe concederá o poder da vitória.

O Bode Montanhês

2215384 Se você conhece seu Salvador através do estudo de sua Palavra, poderá ser sábio como o bode montanhês. Permita-me explicar:

Um homem, enquanto escalava uma montanha perigosa, atravessava a crosta de neve que havia sobre a montanha. Com sua picareta e cordas, ele cuidadosamente subiu a montanha. De repente, ele percebeu uma pequena fumaça que subia da parede suspensa abaixo dele. Sua experiência prévia lhe indicava que este era o primeiro sinal de uma avalanche!

Neste momento, ele viu um bode que se alimentava perto dali. O animal parou, e ficou tenso com seu pelo branco arrepiado. Ele também reconheceu o perigo – estava na hora de correr. Imediatamente, ele pulou em direção ao muro de gelo, e desapareceu. O homem sabia que bodes selvagens conheciam bem a montanha. Sua única chance de sobreviver era seguir o bode. Sua única segurança era seguir o bode. Se houvesse algum escape, o bode conheceria. Correndo em direção ao muro de gelo, ele fixava sua picareta nas marcas que o bode havia deixado, e assim ia seguindo o caminho. Saliências e penhascos que ele nunca esperava apareceram. Lutando, ele conseguiu subir sobre uma rocha firme justo no momento em que ouviu um rugido terrível da avalanche que cobria a trilha que ele havia deixado alguns minutos antes. A sabedoria atenta do bode, eu conhecia essas montanhas altas, salvou ambas as vidas.

Na medida em que você passa a conhecer a Bíblia mais e mais, Deus lhe enviará mensagens para cada emergência, ajudando-o a escapar das tentações de Satanás.

Lição para Classe Bíblica da Escola Sabatina – Nisto Cremos

(02 de 08) Como ser feliz em 8 sábados? – Pr. Álvaro Martinho

Olá, mais uma vez estamos disponibilizando a prévia ou sinopse do culto de hoje pela manhã.

Hoje foi a continuidade da série “Como Ser Feliz em 8 Sábados” com o  Pr. Álvaro Martinho e o verso áureo foi Mateus 5: 4 que diz “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.”

O louvor já havia iniciado enquanto os membros ainda chegavam à igreja. A plataforma foi composta por Thiago Thom Pelissari, Claudiomar Bergamin, Pastor Álvaro Martinho, Edna Rigo e Fernanda Ott.

O louvor inicial foi do Hinário Adventista nº 14 e o final foi o Hino nº 272, a Adoração Infantil foi feita por Valquíria Goese e assim o culto foi dando seu prosseguimento assim que o pastor tomou seu posto de pregador. Ele nos fez recapitular os versos anteriores, 1,  2 e 3 de Mateus capítulo 5 para que a igreja pudesse continuar no foco das Bem-Aventuranças.

Começou nos mostrando a maneira pela qual o mundo busca felicidade, através da bebida, dinheiro, música e etc. Satanás tem ensinado que o importante é ter momentos felizes, momentos que começam e terminam quase na mesma hora. Deus por outro lado, tem ensinado que em vez de momentos, Ele quer nos conceder uma vida inteira de felicidade. Porque a felicidade é um estado de espírito. Não se deve estar felizes mas devemos ser felizes.

A Bíblia nos ensina inclusive que podemos ser felizes até mesmo chorando, imagine que coisa maravilhosa.

As Bem-aventuranças mostram quem é deste mundo e quem apenas está de passagem na esperança de herdar o Reino dos Céus. Nós somos do Reino dos Céus e por isso nossa felicidade transcende tudo, pois somos felizes sempre e não em alguns momentos.

O pastor também nos contou uma experiência que teve em umas das igrejas que passou, e nesta experiência ele dizia que no sábado pela manhã a igreja estava repleta, porém quando chegava à tarde, no JA e nas horas que aproximavam do Pôr-do-sol, alguns jovens o diziam “Vamos logo com o pôr-do-sol, porque depois nós queremos ser felizes.” Mas, que felicidade é essa que o mundo proporciona e que às vezes parece ser melhor que a felicidade proporcionada por Deus? Sabemos muito bem que de fato não é bem assim que acontece, porque sabemos desde pequenos, que com Deus teremos felicidade constante e no mundo seremos felizes por alguns poucos momentos.

Existe um ditado popular que diz “Porque chorar? Temos que aproveitar cada momento, porque a vida é muito curta.”, porém para este ditado existe uma resposta bíblica bem eficaz que se encontra em Lucas 6: 25 que diz: “Ai de vós, os que estais fartos, porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis.”.

As bem-aventuranças são como um quebra-cabeça, as peças vivem em harmonia umas com as outras, pois uma peça fora do lugar não completa este quebra-cabeça. Esta série de oito sábados que nos fala sobre as Bem-aventuranças, retratam justamente a importância de conhecer cada uma delas e assim, mudar conceitos, mudar opiniões para que possamos ser pessoas bem-aventuradas.

O pastor também nos fez lembrar o nosso batismo quando fez a pergunta: “Porque você foi batizado um dia?” A resposta veio logo em seguida: “Porque Deus teve misericórdia e você reconheceu sua pobreza de espírito, pois quando você reconhece sua pobreza e mostra a Deus que você é totalmente dependente dEle, consequentemente você chora por dentro, mostrando a Deus a necessidade de um salvador.”.

Já parou para pensar que quando uma criança nasce à primeira coisa que ela faz é chorar? A primeira manifestação da vida de um recém-nascido é a vida. Que lindo!

Hoje vivemos num tempo que determina a hora, dia, local e idade para chorar. Um exemplo disso é quando o jovem na medida que vai crescendo e começa arcar com suas responsabilidades, o pai diz a ele “Meu filho, pare de chorar, agora você é um homem”. Isso não faz sentido no conceito de Deus para o choro.

O choro nem sempre é uma experiência triste, muitos choram por pirraça ou manha. Jovens choram por um amor não correspondido e às vezes até platônico, muitos choram de alegria, outros de dor, revolta, ódio, saudade e separação.

Alguns choram lágrimas de crocodilo, de remorso, porém não de arrependimento.

Falando nisso, você sabe a diferença entre Remorso e Arrependimento?

Arrependimento é a tristeza genuína pelo erro cometido, o remorso é a tristeza genuína pela consequência do erro cometido. Nossas lágrimas precisam ter valor, porque uma lágrima com valor remete ao arrependimento, porque o pecado nos trás três consequências, a primeira é com Deus, a segunda é com o próximo e a terceira é com nós mesmos.

Vamos a alguns exemplos de personagens bíblicos que choraram e a causa de seu choro.

  1. Ezaul chorou profundamente, de ódio, porque seu irmão Jacó havia roubado sua primogenitura.
  2. Jacó chorou amargamente quando chegou à notícia de que seu filho José havia morrido no deserto.
  3. José chorou com tanta emoção e alegria, que todo o palácio escutou quando ele havia se revelado aos seus irmãos.
  4. Davi chorou com muita tristeza pela morte de Absalão.

São muitos os exemplos, mas o exemplo de Jesus foi o mais forte e sincero. Jesus chorou em duas ocasiões, a primeira no túmulo de Lázaro. É claro que Jesus não chorou pela morte de Lázaro em si, afinal de contas ele sabia que tinha poder para ressuscita-lo e assim fez, mas chorou por perceber que o foco das pessoas ali presentes não estava nEle, mas nos milagres que Ele havia feito na região. Em vez de buscar o salvador que poderia lhes dar a vida eterna, eles se apegaram as coisas deste mundo, se esquecendo de Jesus (João 11: 33-45).

Em outro momento quando Jesus estava descendo para Jerusalém, avistou a cidade e chorou, porque sabia que muitos dos que ali estavam não se arrependeriam de seus maus caminhos. Jesus sabia que ali muitos, apesar de o terem visto e sentido a sua presença divina, ainda não o aceitavam como seu Senhor e Salvador (Lucas 19: 41).

Porém existe um lugar que Jesus não chorou, e por mais improvável que poça parecer, este lugar se chama Calvário. Enquanto ali esteve, não despejou nenhuma lágrima, assim como um “cordeiro no matadouro”.

Tudo isso nos faz entender uma lição importante passada pelo Mestre. Nós precisamos aprender a chorar pelos motivos certos, por nossos pecados, pelos pecados de alguém, por acontecimentos ruins na igreja. Não devemos chorar de maneira egoísta, pensando somente no bem próprio.

Após nos fazer entender os motivos pelo qual devemos chorar o pastor pediu para que abríssemos novamente as nossas Bíblias, em II Coríntios 7: 10 que diz: “Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte.”. Neste verso estão os segredos para ter uma vida feliz ao lado do Senhor. Um exemplo disso na prática foi o relacionamento de Jesus com seus discípulos.
Pedro, após negar a Jesus por três vezes, se arrependeu no profundo do seu ser e buscou perdão, enquanto isso, Judas, ao perceber o quão grande foi seu pecado, buscou a solução em suas próprias obras, suicidando-se, e como o versículo diz “a tristeza do mundo opera a morte.”.

Em outra reflexão o Pastor Álvaro nos mostrou a comparação de um Lírio com a Vitória-Régia quando disse que o Lírio vive no pântano, lugar sujo e fedido. O Lírio não absorve o cheiro do pântano, muito pelo contrário, o Lírio cheira muitíssimo bem, inclusive é um dos perfumes mais antigos e conhecidos. Por outro lado, a Vitória-Régia é uma planta que absorve todas as impurezas das águas onde ela vive. Se o rio onde ela vive tem águas limpas, então ela será limpa, mas se o rio for de águas sujas, fedidas e poluídas, assim também será a Vitória-Régia.

O segredo do Lírio são suas raízes, pois enquanto a Vitória-Régia vive na superfície das águas e se alimenta da água onde está. O Lírio estende suas raízes no profundo do pântano, onde o pântano não é mais pântano e já é terra boa e nutritiva.

Assim nós devemos ser, como o lírio, cheiroso, bonito e que em meio a um mundo que cheira mal, ele mantem um perfume maravilhoso.

O último verso que lemos foi Salmos 119: 136 que diz: “Rios de águas correm dos meus olhos, porque não guardam a tua lei.”. São por estas coisas que devemos chorar, pelo pecado, pela miséria da raça humana, por ver parentes e amigos longe de Deus, enfim, precisamos chorar pelos motivos certos e só assim seremos consolados.

Para finalizar o pastor nos disse algo interessante e curioso. Ensinou-nos sobre a lágrima e o suor. Ambos são compostos por água e por sal, porém a diferença crucial entre eles é que a lágrima contém mais sal que o suor. Curioso não é verdade, pois sempre imaginamos que fosse ao contrário. A explicação interessante para isso é que se nosso suor tivesse mais sal que a lágrima, é bem provável que nosso corpo nunca conseguiria transpirar, pois nossos poros estariam entupidos. O motivo de haver mais sal na lágrima é que o sal, por ser cloreto de sódio, limpa nossos olhos, remove todo tipo de bactéria e impureza. Um dos motivos pelo qual muitas pessoas tem a doença da Catarata, é que o organismo para de enviar a quantidade de sal necessária para a lubrificação e limpeza dos olhos, e assim a catarata aparece. Interessante, não é mesmo?

Por final, o culto foi uma bênção, pois aprendemos que não podemos deixar de chorar, mas sim saber chorar pelos motivos certos. Jesus foi o maior exemplo disso, pois chorou por ver a miséria da raça humana, mas no dia da sua morte não deixou escorrer nenhuma lágrima.

Que Deus lhe abençoe e te faça como um Lírio, cheiroso, limpo, puro e totalmente oposto do ambiente em que ele frequenta.

Até o próximo post.

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