Dom de cura: como saber se é de Deus ou não?

A Palavra de Deus apresenta o dom da cura como sendo uma possibilidade de Deus e de Satanás. Jesus realizou muitos milagres de cura. Pedro, após ter alcançado a cura do coxo junto à porta chamada Formosa, afirmou claramente que aquele ato foi realizado pelo poder de Cristo Jesus e não pela sua capacidade (Atos 3:12-16).

Assim, em toda a Escritura, a possibilidade de cura é alcançada pelo poder de Deus. Os instrumentos usados para tal milagre podem ser profetas, apóstolos ou alguém designado por Deus. A ciência e os médicos também podem ser usados hoje como instrumentos nas mãos de Deus para a operação de curas. As Escrituras não limitam a possibilidade de cura a uma determinada época ou período. Os milagres dão evidência do poder de Deus, mas não nos esqueçamos da contrafação satânica. Vejamos como isso acontece.

O apóstolo Paulo descreve a ação fraudulenta de Satanás em 2 Coríntios 11:13-15. Ele se disfarça em anjo de luz e assim também os seus apóstolos. O livro do Apocalipse apresenta os sinais e maravilhas da besta que representa Satanás e o Anticristo (Apocalipse 13:13 e 14, 16:13 e 14). Em seu sermão profético, Jesus evidencia a ação devastadora dos falsos Cristos e falsos profetas enganando até os escolhidos (Mateus 24:24).

Em Mateus 7:22,23 Jesus relata a decepção que muitos supostos cristãos experimentarão, por ocasião da Sua volta. Segundo este relato, alguns expulsaram demônios, outros profetizaram e outros fizeram muitos “milagres”. Mas para o horror deles, Jesus dirá: “Apartai-vos de Mim, não vos conheço”.

Como saber se a cura foi efetuada por Deus ou Satanás?

O próprio Jesus responde (Mateus 7:21-23). A cura dá evidências da ação de um poder satânico ou divino. Ninguém deve acreditar num pregador ou apóstolo só porque realiza milagres. Se a sua vida e os seus ensinos não estiverem de acordo com a doutrina bíblica de nada servirão tais milagres (Isaías 8:19 e 20). A cura não prova a verdade e sim a verdade (bíblica) é que prova a cura.

Há inúmeras religiões que falam muito de fé, mas se não houver cura, se não houver enriquecimento, não há motivação para seguir a Cristo. Será isto fé ou barganha? Se não houver compensação não há relacionamento? O apóstolo Paulo pediu para Deus curá-lo de sua enfermidade, mas Deus não o curou. Quer dizer então que o apóstolo Paulo não tinha fé? Cristo disse que seria melhor perder um olho, um braço ou a própria vida, do que perder a vida eterna. Em Isaias 35:5 e 6 o profeta fala do tempo quando Deus virá restaurar a Terra, então os cegos, coxos, mudos e surdos serão curados pelo poder do Seu amor. Portanto, Deus nunca prometeu curar todos os que acreditam nEle, mas prometeu levá-los para o Seu lar onde não haverá mais morte nem dor (Apocalipse 21:1-4).

Nos primórdios da era cristã, Deus deu à igreja o dom da cura e outros dons, para dar crédito à pregação das boas-novas da salvação provida por um Deus que foi morto por simples mortais. Isto naquela época era loucura para os incrédulos. Os dons dados à Igreja eram para ser evidências do poder de Deus na vida de Seus humildes servos.

Note que a ênfase da pregação do evangelho que revolucionou o mundo não era baseada no dom da cura, mas no amor de Jesus demonstrado na cruz do calvário. Será que não havia doentes naquele tempo? Com certeza muitos! Mas os discípulos jamais usaram a cura como um meio de propagar suas crenças. As pessoas não estavam interessadas na cura, mas na nova vida oferecida por Cristo.

Satanás tem deturpado tudo o que Deus criou para a felicidade eterna do homem: o sexo, a música, a dança, os divertimentos, os alimentos, os dons espirituais, etc… Tanto é que Cristo advertiu-nos a respeito dos falsos cristos, falsos profetas, falsos milagres, etc. Hoje há muita exploração comercial e espiritual em torno das curas, onde se vê charlatanismo, truques baratos, autossugestão, e manifestações demoníacas. Graças a Deus que nossa salvação não depende de curas e milagres, mas sim da pessoa de Jesus. Ele é o único nome para a nossa salvação (Atos 4:12). Cremos que Jesus pode e realiza milagres e curas maravilhosas, mas não é por isso que cremos nEle. Cremos nEle porque na cruz Ele demonstrou ser o nosso amorável Salvador!

Cremos que a atitude mais correta é seguir os conselhos da Palavra de Deus, onde com segurança encontramos luz para o nosso caminho durante a jornada neste mundo coberto pelas trevas do egoísmo. A Bíblia diz: “Examinai tudo e retende o que é bom; Nem todo o que diz Senhor entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do Meu pai”.

Fonte: http://esperanca.com.br

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(08 de 08) Como ser feliz em 8 sábados? – Pr. Álvaro Martinho

martires-coliseu Chegamos ao fim da série de 8 sábados, mas o sentimento não é de tristeza e sim de alegria, afinal de contas, aprendemos todos os passos para sermos bem-aventurados. Agora, na condição de pecadores, precisamos dobrar nossos joelhos e pedir ao Senhor Deus do Universo que aumente nossa fé, confiança, esperança a ponto de que ele transforme nosso caráter e que assim sejamos homens e mulheres bem-aventurados.

“Bem-aventurados os perseguidos por causa da Justiça, porque deles é o Reino dos Céus.” Mateus 5: 10-12

A plataforma foi composta por Leidimar Bergamim, Claudiomar Bergamim, Pr. Álvaro Martinho, Marinete Pereira Buss e Alan Capiche.

A adoração infantil ficou com Silvana Baldon.

Com a música especial, estava nosso querido jovem Vitor Goese que agora está estudando no EDESSA e veio nos fazer uma visita já que veio para casa ver os seus pais.

Ele cantou a música “Prossiga” do cantor Ronaldo Arco que você pode ver e escutar no vídeo logo abaixo.

 

  O Hino Inicial foi o do Hinário Adventista Nº 004 – Louvor ao Trino Deus

 

Ao iniciar o sermão, o pastor nos lembrou de que esta série esta acabando, mas ele já tem tudo preparado para que no próximo sábado já estejamos estudando mais um tema muito interessante que tem o título de “Os 12 Livros Esquecidos da Bíblia”. São os livros dos profetas menores e que ao longo do tempo foram perdendo o valor. Precisamos conhecer estes livros, porque neles está contida a palavra de Deus.

O pastor deu prosseguimento ao sermão dizendo que Jesus apresentou o Sermão do Monte logo no início de seu ministério, porque ele queria alertar aos seus seguidores sobre as coisas pelas quais todos sofreriam por amor de Seu nome.

A perseguição é uma certeza na vida do crente, desde a fundação do mundo.

Antes da Coroa tem sempre uma Cruz.

A sétima bem-aventurança nos ensina a seremos pacificadores, porém a oitava nos diz que seremos causadores de problemas ou causadores de perseguições. O mundo não ama os que cumprem as Bem-aventuranças, apesar de que deveria ser o oposto.

II Timóteo 3: 18 – Todos os que vivem piedosamente em Cristo, certamente serão perseguidos.

Talvez hoje não sejamos tão perseguidos pelo mundo, porque talvez não somos tão distintos dele ou por não vivermos piedosamente em Cristo.

Precisamos perseguir a santificação, ir atrás dela. Somente assim que esta profecia de Jesus se cumprirá em nossas vidas.

No sentido bíblico, a perseguição é insulto, zombaria, falta de entendimento e aceitação.

Da mesma forma foi com Jesus. Zombado e insultado por todos desde o início até na cruz por um dos ladrões crucificados com Ele.

Seremos bem-aventurados até quando mentindo, nos maltratarem ou nos acusarem.

Os Grandes nomes e heróis bíblicos também foram perseguidos, por não adorar ao Imperador Romano e por se reunir na Santa Ceia foram até chamados de canibais porque diziam estar comendo e bebendo o corpo e o sangue de Cristo.

CLIQUE AQUI e veja como os 12 Apóstolos de Cristo morreram.

No Brasil desfrutamos de liberdade religiosa, porém não podemos nos acomodar com esta tal liberdade. Mas também precisamos orar por nossos irmãos que estão em países que não tem a mesma liberdade religiosa.

Precisamos aguardar estas perseguições todos os dias, para estarmos preparados quando sofrermos por Cristo.

Não são bem-aventurados os que são perseguidos por sua má conduta, por contas atrasadas, por mau testemunho, pelos maus costumes, pela falta de educação ou maus tratos com o próximo.

A verdadeira perseguição é a que está descrita nos versos 10 e 11. Aquele que ama a Cristo, que busca ser como Cristo, que guardam os mandamentos de Deus (Apocalipse 12:17).

Seremos criticados até por questões que hoje o mundo ensina como verdade. Exemplo: Condenar homossexualismo, o divórcio, guardar o sábado. Talvez você seja acusado de homofobia, masoquismo ou até será chamado de preguiçoso.

Existe uma maneira de não ser perseguido?

R: Basta ser como o mundo, que tudo aceita, que tudo faz ao contrário da Palavra de Deus. Quanto mais parecido formos com o mundo, mais aplaudidos seremos por Satanás.

Qual deve ser nossa atitude quando estivermos sendo perseguidos?

R: Regozijai-vos e Exultai-vos. Não podemos ficar desesperados, tristes e com medo. Precisamos ficar felizes, esperançosos e com a certeza de que isso é para honra e glória de Deus.

Paulo e Silas, presos na cadeia, preso pelos tornozelos, ainda sim cantou e adorou a Deus.

Deus quer dar forças a seus servos fiéis no meio da perseguição.

3 Razões para alegrar-se em meio a perseguição.

1ª. Porque dos perseguidos é o Reino dos Céus.

2ª. Porque Grande é a Recompensa/Galardão nos Céus.

3ª. Porque até mesmo os profetas foram perseguidos, como Jeremias que foi serrado ao meio, Noé que foi zombado por construir a Arca, entre muitos outros. Alguns foram xingados, presos, martirizados.

Quando nos estivermos na mesma situação destes Grandes Homens, perceberemos que o Dia do Senhor está chegando e estaremos bem perto de entrar no Reino dos Céus.

João Crisóstomo foi chamado até o Imperador Romano e seria expulso se não parasse de pregar sobre Jesus. Porém diante do Rei ele disse: “Majestade, tu não podes me prender, porque o mundo é a casa do meu Pai e onde quer que me prenda lá encontrarei com meu Pai.”, “Majestade, tudo também podes levar meus tesouros, porque meu verdadeiro tesouro está no Céu.”, “Majestade, o senhor pode tirar todos os que me defendem, porque eu tenho um advogado no céu que é fiel e justo para me salvar, Jesus Cristo, O Justo”.

Finalmente Crisóstomo foi mandado embora para as montanhas da Arménia e acabou morrendo no caminho.

Que passamos a ser estes verdadeiros Cristãos que a Bíblia quer que sejamos.

Que Deus nos abençoe e aumente nossa fé de maneira que no dia da perseguição possamos ser aquele povo Bem-aventurado que o Senhor tanto deseja que esteja no Céu.

Para finalizar, cantamos o Hino do Hinário Adventista Nº 300 – Herdeiro do Reino

 

Lição 1 – Definindo Evangelismo e Testemunho

Sobre o autor: O Pr. Marcelo E. C. Dias é Professor do SALT/UNASP e Doutorando (PhD) em Missiologia pela Universidade Andrews

la122012Introdução

I. A missão de Deus
A revelação de Deus aponta que desde sempre Sua intenção era que os seres humanos vivessem num perfeito relacionamento com o Criador, que trouxesse honra e glória ao Seu nome. Mesmo após o pecado, Deus continua buscando alcançar Seu objetivo para com Seus filhos através do plano de salvação, que começa, se desenvolve e termina no coração de um Deus missionário.

Para a humanidade que escolheu não crer em Deus, o plano da salvação se torna a única opção para escapar das consequências destrutivas eternas dessa separação. Logo no princípio, o livro de Gênesis demonstra a necessidade de um Salvador para a humanidade e a iniciativa de um Deus de miséricórdia, amor e graça: “Adão, onde você está?”

Fiel ao Seu caráter, Deus envolve Seus filhos nesse plano de apresentar a mensagem de esperança às demais pessoas, de forma explícita, desde o chamado, envio e promessa a Abraão (Gn 12) até a igreja cristã atual. No Novo Testamento, essa característica importante – um Deus que envia – fica ainda mais evidente.

No momento mais dramático da missão de Deus, Jesus Se tornou o Salvador do mundo. A encarnação foi evangelística em sua intenção, o ministério de Cristo estabeleceu o modelo evangelístico, Sua morte e ressurreição incorporaram a mensagem do evangelismo, e Sua
comissão ordenou que todos participem do evangelismo.

Portanto, Deus enviou Jesus, que voltou para Deus e enviou o Espírito Santo para Seus seguidores que, no poder do Espírito, são enviados por Jesus a todo o mundo “para proclamar o reino de Deus e convidar as pessoas a glorificar o Rei dos Reis através de um estilo de vida de adoração” (Introducing World Missions, p. 40). Individual e coletivamente, a igreja tem um privilégio e uma responsabilidade, no contexto da aliança com Deus, nos dias que antecedem a consumação desse plano e encerramento dessa missão.

Portanto, parafraseando Christopher J. H. Right, a Bíblia apresenta a narrativa da missão de Deus através do Seu povo, em seu engajamento com o mundo de Deus, pelo bem de toda a criação de Deus (The Mission of God, p. 21, 22).

II. A Grande Comissão
O texto de Mateus 28:18‐20, conhecido como a Grande Comissão, é o texto principal do estudo desta semana. A partir de 1792, após a publicação do famoso livreto (An Enquiry into the Obligations of Christians to Use Means for the Conversion of the Heathens) de William Carey, pai das missões modernas, a Grande Comissão passou a ser o principal texto e a grande motivação para a missão da igreja.
O conteúdo desses versos também é mencionado pelos demais evangelistas: Marcos 16:14‐18, Lucas 24:36‐49, João 20:19‐23 e Atos 1:8. Embora o imperativo para a evangelização seja o mesmo , cada autor enfatiza um aspecto diferente, embora mantendo a mesma orientação.

Em cada texto:
(1) Cristo dá a ordem com base em Sua obra e em Sua Palavra;
(2) a comissão é focalizada nos outros, todos aqueles que não pertencem à família de Deus;
(3) a ordem é dada após a ressurreição de Cristo, confirmando Sua vitória sobre o pecado;
(4) Cristo está no centro da comissão; e
(5) o Espírito Santo é o capacitador.

No contexto do evangelho de Mateus, é intersessante notar que a Grande Comissão está em paralelo com os primeiros versos do livro que relatam a genealogia de Jesus a partir de Abraão. Como conclusão do livro, o autor parece reafirmar que a promessa feita a Abraão há de se cumprir.

Em Mateus, é possível identificar:
(1) a autoridade (Toda a autoridade Me foi dada no Céu e na Terra),
(2) a tarefa (Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando‐os em nome do Pai, e
do Filho, e do Espírito Santo; ensinando‐os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado),
(3) o escopo (Ide…a todas as nações),
(4) a promessa (Eis que estou convosco todos os dias) e
(5) a duração da Grande Comissão (até à consumação do século).

A Grande Comissão marca um momento de transição, resumindo tudo o que veio antes e preparando para o que haveria de vir. “Esse mandado é o clímax do ensinamento de Jesus, uma consequência lógica da Sua obra redentora, Sua ordem de marcha para a igreja e Suas palavras de despedida no limiar de uma nova era na história da salvação” (Encountering Theology of Mission, p. 41).

III. Definindo evangelismo e testemunho
As metáforas mais usadas na Bíblia em relação à atividade da igreja estão relacionadas ao dia a dia das pessoas, como por exemplo: evangelho, no sistema de comunicação; a testemunha, no sistema judicial; o discípulo, no sistema educacional e da proclamação. A lição escolheu se concentrar em duas: o evangelismo e o testemunho.

A palavra grega traduzida por testemunha é martyria, de onde se herdou a palavra mártir. Essa imagem nasce no contexto de um julgamento em que as declarações das testemunhas eram o meio primário de prova (Nm 35:30; Dt 19:15; Mt 18:15‐20). A omissão de dar o testemunho verdadeiro era punida (Êx 20:16; Lv 5:1;Pv 29:24). Na igreja, o testemunho se refere a compartilhar destemidamente aquilo experimentamos em nossa caminhada com Cristo, como instrumentos do Espírito Santo no chamado à conversão. Uma testemunha é alguém que, por explicação ou demonstração, dá evidência visível ou audível daquilo que tem visto ou ouvido
sem se alterar pelas consequências dessas ações (S. Briscoe, Getting Into God, p. 76).

Em contrapartida, evangelismo tem sido definido de várias formas. D. B. Barret listou 75 definições diferentes (Evangelize! A Historical Survey of the concept, p. 22). Apesar de a palavra evangelismo não se encontrar na Bíblia, o verbo euanggelizo aparece cerca de 55 vezes no Novo Testamento grego e significa “trazer ou anunciar boas‐novas”.

David Bosch definiu evangelismo como “a proclamação da salvação em Cristo àqueles que não creem nEle, chamando‐os ao arrependimento e conversão, anunciando o perdão dos pecados e convidando‐os a se tornarem membros vivos da comunidade de Cristo na Terra e a começar uma vida de serviço a outros no poder do Espírito Santo” (Transforming Mission, p. 11).

Segundo o Pacto de Lausanne, o processo de evangelização envolve:
“(1) a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com
(2) o intuito de persuadir as pessoas a vir a Ele pessoalmente e, assim,
(3) se reconciliarem com Deus.
(4) Ao fazermos o convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo do discipulado. …
(5) Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em Sua igreja e um serviço responsável no mundo” (http://www.lausanne.org/pt/pt/1662‐covenant.html).

Evangelismo não é o mesmo que missão, mas é importante dizer que evangelismo é o coração da missão, é parte integral da missão, é uma dimensão essencial da missão e não pode ser tratado de forma isolada. Portanto, evangelismo é mais do que uma vida moral, recrutamento de membros ou uma função para especialistas. Dizer que tudo o que se faz na igreja é evangelismo ou equipará‐lo a séries de conferências também não contribui para uma definição precisa do termo. A lição comenta que “é importante ver evangelismo e testemunho como um processo contínuo em vez de um único programa ou evento”.

Em suas crenças fundamentais e em uma de suas declarações oficiais, a Igreja Adventista reafirma que Deus chamou os cristãos para o evangelismo. “Isso é central para a vida e testemunho cristãos. Portanto, o cristianismo é missionário pela própria natureza”
(http://adventist.org/beliefs/statements/main‐stat50.html).

Por isso, Ellen G. White afirma que “O Senhor determinou que a proclamação desta mensagem fosse a maior e mais importante obra no mundo, para o tempo presente” (Evangelismo, p. 18).

IV. Minha missão
A esta altura, deve estar claro que evangelismo e testemunho não são descrições da sua função. São muito mais do que isso, são parte importante da definição de quem você é e daquilo que dá sentido à sua vida como estrangeiro no mundo.

“Você nasceu de acordo com o propósito divino e para o Seu propósito” (The Purpose Driven Life, p. 17). Nasceu com uma missão única porque sua história é única. O chamado é para contar a história de Jesus e como ela moldou sua história. Por isso, Jesus disse que as pessoas seriam Suas testemunhas, não Seus advogados. Vale lembrar que o testemunho daqueles que vivem o cristianismo desde o nascimento pode ser tão impactante quanto o daqueles que se converteram ou retornaram à fé.

“Se a adoração do Criador é o propósito criado por trás da vida, se deve ser a motivação por trás de cada ato na nossa vida, se é o glorioso cumprimento futuro e final de toda a criação, então é imperativo que ninguém fique sem essa oportunidade de se unir nessa jornada” (Evangelism Handbook, p. 51). Karl Barth, por exemplo, considera que o que faz alguém ser um cristão não é primariamente sua experiência pessoal de graça e redenção, mas seu ministério. A igreja existe para o mundo, não o mundo para a igreja. As pessoas não são chamadas para ser cristãs simplesmente para receber vida, mas para dar vida (Evangelism: Theological Currents
and Cross‐Currents Today, p. 15).

“A obra evangelística de abrir as Escrituras aos outros, advertindo homens e mulheres daquilo que está para vir ao mundo, deve ocupar, mais e mais, o tempo dos servos de Deus” (Ellen G. White, Evangelismo, p. 17).

Os detalhes a respeito de como ser uma fiel testemunha e um evangelista segundo a vontade de Deus serão abordados durante o trimestre, mas algumas características iniciais já podem ser listadas:
a. O testemunho acontece de forma consciente e inconsciente. O objetivo deste estudo é demonstrar a importância da atividade do Espírito em orientar ambas as situações e explorar a habilidade de aproveitar as oportunidades para o testemunho consciente.
b. A igreja testemunha de forma individual e coletiva. Durante o trimestre, as duas situações serão enfatizadas. Existe um papel importante para o testemunho pessoal, mas é igualmente importante aproveitar e participar das oportunidades que a igreja oferece.
c. As pessoas testemunham em particular e em público. Cada uma dessas modalidades serve para um propósito e ajuda na proclamação do evangelho de maneira distinta.

Qualquer que seja a metáfora usada para descrever a atividade da igreja na missão de Deus, formando um ciclo, três aspectos se destacam.
(1) Antes. Esse engajamento missionário pressupõe uma conversão já que a proclamação e o testemunho são, acima de tudo, fundamentados no que Deus já realizou (Mc 5:18‐20; At 22:15, 16; 1Jo 1:3). A lição aponta uma verdade: é muito mais fácil as pessoas desafiarem a sua doutrina, teologia e crenças do que seu testemunho pessoal. No contexto do pós‐modernismo, isso é ainda mais real.
(2) Durante. Não é possível subestimar o processo e o conteúdo dessa proclamação centralizada em Jesus (At 2:14‐36; 4:33; 5:42; 7:56; 13:48, 49).
(3) Depois. A participação da igreja na missão não se restringe a informar, mas também a fazer o convite para aceitar Jesus e se unir à Sua família (At 2:36‐39). Assim completa‐se o ciclo.

Existe uma dívida para com as testemunhas evangelísticas que compartilharam sua experiência com Jesus e que um dia alcançou você.
Ilustração Certo navegador passava mal em alto mar devido a uma grande tempestade. Naquele momento, ele ouviu a respeito de outro tripulante que se havia se desequilibrado e caído no mar. Preocupado em saber como poderia ajudar a salvá‐lo, ele achou uma lanterna e a ergueu em frente à janelinha redonda do seu camarote.

O homem que se afogava foi salvo. Dias depois, num encontro casual com o colega no deque do navio, ele disse que, na ocasião do naufrágio, ele já havia afundado duas vezes nas águas revoltas e estava próximo da terceira quando consequiu levantar o braço. Naquele momento, alguém o iluminou através de uma das janelas. Um dos que tentavam resgatá‐lo conseguiu ver
sua mão e o puxou para o barco.

A função humana nesse processo muitas vezes se assemelha à daquele de levantar a luz para que outros sejam resgatados e se unam‐se à família de Deus (Moody’s Anecdotes, p. 44). O evangelismo é uma responsabilidade e um privilégio dos quais devemos nos
aproximar com zelo, humildade e respeito. Apesar da atual condição de pecado, o mundo foi criado por Deus e para Ele. Deus amou o mundo de tal maneira, e você?

Fonte: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2012/com122012.html

Ele Emprestou sua Cama

Compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade. Romanos 12:13

LivreGeorge Boldt trabalhava no balcão da portaria de um pequeno hotel na Filadélfia. Os ponteiros do relógio indicavam uma hora da madrugada. Os quartos estavam lotados. Lá fora chovia muito. “Acho que vou trancar a porta e ir para a cama”, pensou ele.

Nesse instante, a porta se abriu e um casal idoso entrou.

– Todos os hotéis estão cheios – disse o senhor de cabelos brancos. – Seria possível conseguir um quarto para nós?

– Sinto muito – respondeu George. – Está havendo três convenções na cidade. Não há vagas em lugar nenhum.

O homem olhou para sua esposa e suspirou.

– Mas não posso simplesmente despedir um casal simpático como vocês, na chuva, a esta hora da noite – continuou George. – Será que estariam dispostos a dormir no meu quarto?

– Não queremos desalojá-lo.

– Vou dar um jeito. Não se preocupem comigo. Insisto para que fiquem. Acompanhem-me.

Na manhã seguinte, quando o idoso senhor pagava a conta, disse a George:

– Você é o tipo do gerente que deveria trabalhar no melhor hotel dos Estados Unidos. Talvez algum dia eu construa um para você!

George deu uma risada. E nunca mais esperou receber notícias daquele homem. Que surpresa foi para ele, portanto, quando dois anos mais tarde lhe chegou uma carta de seu hóspede daquela noite chuvosa. Anexa à carta estava uma passagem para Nova York, ida e volta. “Venha visitar-me”, dizia a carta. “Tenho uma coisa para lhe mostrar.” A carta estava assinada por William Waldorf Astor.

Em Nova York, um George estupefato acompanhava o Sr. Astor até a esquina da Quinta Avenida com a Rua 34. Ali viu um prédio de pedras avermelhadas. Parecia um castelo contra o céu de Nova York.

– Este é o hotel que construí para você gerenciar! – comentou o idoso senhor, que ria do embasbacado jovem.

A placa na frente do prédio dizia: “The Waldorf Astoria Hotel”.

 

Fonte: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/ij/2012/frij2012.html

O Salmo 118 e a “observância” do domingo

Calendário “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular. Isso vem do Senhor, e é algo maravilhoso para nós. Este é o dia em que o Senhor agiu; alegremo-nos e exultemos neste dia.” (Nova Versão Internacional, grifo acrescentado).

Há muito tempo vários defensores da observância do primeiro dia da semana têm forçado o Salmo 118:22-24 a dizer o que ele não quer.

Afirmam tais estudiosos que o “dia em que o Senhor agiu” é uma referência ao dia da ressurreição de Jesus (domingo) e que, portanto, o salmista estaria profetizando a mudança do dia de guarda.

Entretanto, é impossível imaginar que Davi estivesse fazendo uma profecia sobre algo contrário ao que Jesus mesmo disse em Mateus 5:17-19. O Salvador garantiu que Ele não veio para mudar a Lei, tornando assim o plano de salvação algo incoerente (por que pagar a dívida por nossa desobediência a uma Lei que pode ser mudada?)

Ele veio para cumprir a Lei (que nesse texto se refere aos escritos de Moisés) no sentido de dar a ela o seu verdadeiro significado e mostrar a amplitude espiritual dela. Esse é o significado do termo grego para “cumprir” (pleroo).

Além disso, é de estranhar que Davi, um observador do sábado, que até compôs o que conhecemos como Salmos Sabáticos (do número 92 a 100), tenha profetizado a mudança do dia de guarda.

Mais estranho ainda é ele não ter feito pelo menos um Salmo (ou hino) para “comemorar” a santidade do domingo! Não estou fazendo uso do chamado “argumento do silêncio”, mas, refletindo no comportamento do salmista diante do dia de guarda.

NÃO É SÓ ISSO

A seguir, apresentarei outras razões que nos levam a ter certeza de que o Salmo 118 não fala da observância do domingo. Elas foram extraídas do livro Respostas a Objeções, de Francis Nichol (Casa Publicadora Brasileira, 2004), p.p. 159-162:

1) Em nenhum lugar a Bíblia diz que Cristo tornou-se a “principal pedra angular” pelo ato de ressuscitar dos mortos;

2) O contexto de Colossenses 1:18 indica que, se algum ato está sendo focalizado, é a morte de Cristo, que ocorreu no sexto dia da semana (Nota: para serem mais coerentes com o próprio argumento em torno do Salmo 118, os observadores do domingo deveriam observar a sexta-feira);

3) É evidente que a declaração de Paulo em Efésios 1:22, a respeito da supremacia de Cristo sobre a igreja, não justifica a conclusão de que a aquisição de Sua supremacia ocorreu no domingo da ressurreição;

4) O grande plano da salvação depende de uma série de importantes eventos (não somente a ressurreição): a crucifixão e o segundo advento;

5) Um exame dos versos que precedem e seguem a passagem (Sl 118:22-24) revela que o salmista aqui está preocupado com o assunto amplo da salvação (e não com a observância do domingo). Assim diz o verso 21: “Render-te-ei graças porque me acudiste e foste a minha salvação”. Diz o verso 25: “Oh! Salva-nos, Senhor, nós te pedimos; oh! Senhor, concede-nos prosperidade!”. Compare o comentário de Pedro no Novo Testamento: “Este Jesus é a pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro” (At 4:11, 12).

6) De acordo com o apóstolo Paulo (2Co 6:2), o “dia da salvação”, do qual os profetas tinham escrito, era o “agora” (decidir-se pela salvação HOJE), quando ele estava escrevendo à igreja de Corinto, muitos anos depois da ressurreição.

7) O paralelo do Salmo 118:22-24 é com João 8:56. Veja:

“Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele”

“Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o Meu dia, viu-o e regozijou-se.

O paralelismo é perfeito. Aqui vemos que Abraão, com olhar profético, antecipou o próprio tempo em que Cristo estaria diante dos homens para lhes oferecer a salvação e “regozijou-se”. Evidentemente, o “dia da salvação”, segundo esse texto paralelo, começou antes da ressurreição.

A conclusão natural é que o Salmista está falando do dia da salvação que seria anunciado claramente pelo advento de nosso Senhor como o Salvador da humanidade.

E para encerrar, Francis Nichol continua: “A Bíblia revela que Abraão ‘regozijou-se’ e ‘alegrou-se’ em relação ao ‘dia’ do qual falou o salmista. Há algum defensor do domingo tão corajoso a ponto de afirmar que Abraão guardou o domingo?”

CONSELHO FINAL DESTE IRMÃO

Aceite os fatos não por causa dos adventistas, mas, por causa do seu amor e respeito a Deus (Jo 14:15). E, medite no fato de Davi ter escritos os salmos sabáticos e não “salmos dominicais”.

Ah! Não se esqueça do que Jesus ensinou em Mateus 5:17-19. Isso evitará que sua mente divague em busca de novos “argumentos”, além dos que Deus já expos claramente nas Escrituras a respeito do assunto.

Um abraço e que “O Senhor do Sábado” (Mc 2:28; Mt 12:8) lhe abençoe e guarde.

(Autor: Leandro Quadros)

Fonte: http://novotempo.com/namiradaverdade/2012/01/15/o-salmo-118-e-a-%E2%80%9Cobservancia%E2%80%9D-do-domingo/

(05 de 08) Como ser feliz em 8 sábados? – Pr. Álvaro Martinho

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Chegamos ao quinto dia da série Como Ser Feliz em 8 Sábados, e a cada vez percebemos o quanto precisamos entender, estudar e viver o que as escrituras ensinam.

A plataforma foi composta por Arcangelo Xisto Rigo, Karen Xisto Rigo, Pastor Álvaro Martinho, Elielson Goese e Gledson Storch.

No louvor estavam Cleise Goulart e Lucimar Bergamim

Com música especial, estavam Thiago Thom Pelissari e Fernanda Ricieli Ott.

O Hino Inicial foi o do Hinário Adventista Nº 016 – A Deus demos Glória

Ao iniciar o seu sermão, o Pr. Álvaro no deu um vislumbre do Dia do Sábado, mostrando como este dia é bem diferente dos outros dias. Os passarinhos parecem cantar mais e mais bonito, nossa disposição aumenta e até procuramos mudar e vestir o melhor vestuário.

Depois nos mostrou uma estatística de que 16 milhões de pessoas que estão trabalhando neste projeto 12 Horas com Deus.

A Igreja tem trabalhado como um exército para que haja reavivamento e reforma.

Instou-nos ao dizer que o Livro “A Grande Esperança” não é mais importante que nós, pois o livro é um meio para alcançarmos nossa vizinhança, amigos, familiares. É uma ferramenta que Deus colocou em nossas mãos para levar adiante o seu evangelho eterno.

Ao iniciar o seu sermão, o pastor nos mostrou a essência de toda a série, a ligação das bem-aventuranças com a vontade de Deus para conosco, mostrou como os ensinos de Jesus são diferentes dos ensinos deste mundo e como as bem-aventuranças funcionam interligadas, assim como os mandamentos de Deus.

Uma curiosidade interessante foi quando nos mostrou que as Bem-Aventuranças são divididas em duas partes, assim como os mandamentos da Lei de Deus.

Da 1ª até a 4ª – Ligadas aos quatro primeiros mandamentos do Senhor (Amor a Deus).

Da 5ª até a 8ª – Ligadas aos seis últimos mandamentos do Senhor (Amor ao próximo).

A 5ª bem-aventurança mostra nossa responsabilidade para com o próximo, porque a maior dificuldade do ser humano é amar ao próximo como ama a si mesmo.

Esta bem-aventurança (a quinta da série) é a única que mostra a Recompensa igual à Virtude Elogiada, ou seja, a Misericórdia.

Os Judeus da época de Jesus conheciam o que significa misericórdia, porém não a praticavam apesar de ensiná-la aos povos, isso se chama Hipocrisia.

O pensamento romano da época era de que uma pessoa misericordiosa era uma pessoa fraca. Um homem romano deveria ser Cruel, Destemido e por isso era exaltado. Um home humilde, manso, misericordioso não era bem visto pela sociedade da época.

A palavra Els mon significa literalmente ter a habilidade de se sentir na pele de alguém. Só Jesus conseguiu fazer isso com excelência.

Hebreus 2:14 e 17, nestes versos encontramos um grande exemplo de Els mon, por Paulo.

Algumas tribos africanas, para tentar sentir-se na pele de um doente, o amarram nas costas e ali permanecem até a pessoa morrer.

Lucas 10 – Lucas ao perguntou a Jesus sobre como entrar no céu e Jesus lhe ensinou que deve amar ao próximo como a ti mesmo, então Lucas o perguntou novamente “quem é o meu próximo”, e Jesus vê o Bom Samaritano chegando e lhe mostrou que até mesmo um samaritano, que nem tinha aquele homem caído à beira da estrada como amigo, o ajudou. Mostrou a Lucas que o seu próximo poderia ser qualquer ser humano, qualquer ser vivo na face da terra, não importando sua raça, nacionalidade, religião, costumes e et.

Aos olhos da religião e povos da época, o Bom Samaritano nunca poderia ter aquele homem caído, como amigo, mas ele o ajudou e o levou para ser cuidado, como se fosse um de seus familiares ou amigos. Essa deve ser nossa intenção e função neste mundo.

O ato de ter Compaixão e Misericórdia é derramar lágrimas juntos, colocar a mão no bolso para ajudar, é aliviar a dor e o peso que seu próximo está suportando.

Leia Lucas 10 para ver o quanto o Bom Samaritano ajudou aquele que deveria ser seu inimigo ou que pelo menos tivesse antipatia.

Assim como as tribos africanas, devemos carregar nosso próximo nas costas, ajuda-lo até que ele possa andar sozinho.

Algumas ideais erradas que o mundo tenta nos ensinar.

1 – Se você for misericordioso, você vai alcançar a misericórdia do próximo. Porque se você for bom com alguém, essa pessoa será boa contigo.

Nós sabemos que não é sempre assim, mas devemos continuar com a misericórdia necessária, mesmo quando tudo seja ou pareça ser em vão.

2 – Alcançar misericórdia de Deus ao ser misericordioso com os Filhos de Deus (Jesus).

Isso não é correto, pois isso é Salvação pelas obras. Se você vem para a igreja para ser salvo, você vem pelo motivo errado, pois você deve vir porque o Senhor te trouxe até a igreja para lhe mostra que Ele já te salvou pela sua infinita misericórdia e você está na Igreja para continuar salvo.

Você deve ser misericordioso com o seu próximo porque Deus já tem usado com misericórdia contigo desde o primeiro dia de sua vida, e continuará tendo a mesma misericórdia até o fim de sua vida.

Os Espíritas entendem que quanto mais boas obras fizerem, mais preparados estarão para um grau superior na nova vida, assim como os budistas.

Efésios 4: 32 – Somente desta forma, sendo benignos, misericordiosos, perdoando uns aos outros é que alcançaremos misericórdia. Caso contrário, passaremos a vida inteira reclamando quando não recebemos em troco tudo quanto distribuímos.

Quando você ama de forma condicional, você não é feliz, porque somos felizes só quando recebemos em troca, e isso não é o padrão que Deus estabeleceu para o seu povo.

O que Cristo começou na Cruz, vai terminar quando Ele voltar. O mínimo que devemos fazer é ser misericordiosos, porque Deus usou de muita mais misericórdia para conosco. Ele nos resgatou da morte eterna para um caminho de Luz.

Assim como o bom samaritano, devemos ter as bem-aventuranças na flor da pele e exerce-las.

Nós temos que mudar nossa forma de ver a fé à religião, se não, apenas continuaremos aqui agradando ao Senhor, quando na verdade o bilhete para nossa ida para o céu está comprado desde quando Jesus derramou seu sangue por nós. Porém só recebemos este bilhete quando prevalecermos ao lado de Cristo, buscando ter um caráter parecido com o dEle.

Que Deus nos abençoe.

Para finalizar, cantamos um louvor do Hinário Adventista de Nº 534 – Salvo em Jesus.

O Cristo Resoluto

Porque o Senhor, o Soberano, me ajuda, não serei constrangido. Por isso eu me opus firme como uma dura rocha, e sei que não ficarei decepcionado. Isaías 50:7

cuidado-ovelhasO Cristo de postura firme. Essa é uma imagem que geralmente não temos de Jesus. Estamos acostumados com os generais cuja fisionomia demonstra determinação inflexível – os Pattons, Napoleões e Eisenhowers – mas não Jesus de Nazaré. Preferimos pensar nEle como o Bom Pastor amparando as ovelhas em Seus braços.

Mas a profecia de Isaías se cumpriu na descrição de um dos evangelhos que ecoa as palavras do profeta: “Aproximando-se o tempo em que seria elevado aos Céus, Jesus partiu resolutamente em direção a Jerusalém” (Lc 9:51). Marcos registrou mais detalhes: “Eles estavam subindo para Jerusalém, e Jesus ia à frente. Os discípulos estavam admirados, enquanto os que O seguiam estavam com medo” (Mc 10:32).

Trata-se de uma cena poderosa: Jesus caminha à frente do grupo, talvez desejoso de ficar a sós com Seus pensamentos. Os discípulos O seguem apreensivos. O comportamento de Jesus, agora tão diferente, os deixa surpresos e ansiosos. Sua fisionomia está séria, Seus olhos brilham com intensidade, todo Seu ser transparece determinação. Está decidido e prosseguirá, não importa o preço a ser pago.

O resultado parece inevitável: Jesus escolheu ir a Jerusalém, mesmo ciente de que a rejeição, o desprezo, a traição, a tortura e a morte O aguardavam naquele lugar. Sua vida não era um roteiro a ser seguido; Ele não era um ator, muito menos uma marionete. Ele poderia ter escolhido não ir a Jerusalém e não Se submeter à cruz. Poderia ter abortado Sua missão a qualquer instante. Veio à Terra “com risco de fracasso e ruína eterna” (O Desejado de Todas as Nações, p. 49).

Que Salvador! Que Senhor! O Cristo resoluto ganhou nossa salvação.

E nós, que escolhemos seguir Seus passos hoje, devemos esperar “um mar de rosas”, como diz o ditado? Será que o título que carregamos de “cristão” nos garante uma vida de obediência a Cristo calma, tranquila e confortável? Ou sabemos o que significa ficar firmes como uma dura rocha, determinados a permanecer fiéis a Ele a despeito das consequências?

Paulo conhecia a necessidade de manter uma postura firme. Contra todos os conselhos e advertências, partiu para Jerusalém, ciente de que a prisão e o sofrimento o aguardavam lá.

Isso é graça decidida – a graça do Cristo resoluto.

Fonte: Meditações Diárias 2012 | CPB.com.br