Como entender a existência de três pessoas na Divindade, sendo chamadas de um único Deus?

A natureza das três pessoas da Divindade não nos é possível compreender plenamente, mas, pelas evidências escriturísticas, podemos compreender e aceitar Sua existência.

Nossa mente finita não pode entender, mas a Revelação nos diz claramente: “Ouve ó Israel, o Senhor Teu Deus é um único Deus” (Deuteronômio 6:4). Entretanto, se observarmos atentamente as evidências bíblicas, este Deus único é composto de três pessoas distintas.

Apresentaremos, a seguir, uma série de textos sobre as três pessoas da Divindade.

Em Êxodo 3:4 temos a revelação acerca do nome de Deus – “Eu Sou o que Sou”. Normalmente, aceitamos que esse texto está falando de Deus Jeová, o Pai. No entanto, João 8:58 nos diz que os judeus queriam matar Jesus porque Ele disse “EU SOU”. Percebemos aqui que, na verdade, quem se manifestou na sarça ardente (Êxodo 3:4-12) foi Jeová, o Filho. Isso é confirmado pelo relato de Atos, capítulo 7.

Em João 10:30, outra vez os judeus queriam pegar em pedras para matar Jesus. Ele dissera:“Eu e o Pai somos um”. Eles o acusaram de blasfêmia porque Ele se proclamara igual a Jeová, o Pai.

Não entendemos tudo, mas somos chamados a aceitar essa e outras revelações da Palavra – precisamos crer!

Continuando, em 2 Pedro 1:17 nos é declarado que Jesus recebeu de Deus o Pai (Jeová) a honra e a glória quando lhe foi dirigida a voz: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.”

Aqui temos duas coisas específicas: primeiro, que há uma pessoa chamada Pai; segunda, que Ele é identificado como Jeová (Deus).

Vamos para outras evidências acerca das pessoas da Divindade:

 A Pessoa de Jesus

Em Apocalipse 1:8 lemos: “Eu sou o Alfa e o Ômega (o princípio e o fim), diz o Senhor, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.”

Quem é esse? Sem dúvida, Deus o Pai.

Examinaremos agora o capítulo 22:7, 13 e 16. “Alfa e Ômega, o princípio e o fim”. Essas expressões são aqui claramente atribuídas a Jesus. Por quê? Porque Ele sendo Deus (Jeová), o Filho também pode assumir esses títulos.

O título “Filho do homem” é atribuído a Jesus (Apocalipse 1:12). Já os versos 17 e 18 fazem referência a esse Filho do homem como o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último. Jesus, sem dúvida, é Deus (Jeová), o Filho.

Coloquemos lado a lado Isaías 44:6 e Apocalipse 1:17 e 18. Há dois “primeiro e último”, dois “Alfa e Ômega”. É a mesma pessoa falando em distintas ocasiões!

Até este ponto, temos mostrado que há duas pessoas: Pai e Filho e ambas são chamadas de Jeová. Romanos 9:5 é um texto adicional para mostrar que Cristo é “Deus bendito eternamente”.

 A Pessoa do Espírito Santo

Saiamos em busca da terceira pessoa. Há uma terceira pessoa identificada como o Espírito Santo e que também se chama Jeová (Deus).

Em Atos 5, há um texto interessante que nos passa por alto quando lemos apressadamente. Temos ali a história de Ananias e Safira.

Nos versos 3 e 4, lê-se: “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da verdade? Não mentiste aos homens, mas a Deus.”

Quem é esse Espírito Santo? A resposta está no verso 4: “Não mentiste aos homens, mas a Deus.”

Duas coisas: Pedro apresenta (verso 3) o Espírito Santo como uma pessoa e, no verso 4, reconhece que essa pessoa é Deus (Jeová).

O capítulo 13:1 e 2 de Atos tem mais detalhes. Ali nos diz que o Espírito Santo falou: “Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra que os tenho chamado”.

Notemos que o Espírito Santo fala e faz um chamado especial (para serviço) sem qualquer intermediário. Ele fala, decide, escolhe, separa (chama) a quem Ele deseja.

Conclusão: há três pessoas que são chamadas igualmente de Deus ou Jeová.

 Evidências Adicionais:

 Na encarnação – Lucas 1:35 – As três pessoas, em diferentes funções, são mencionadas.

  1. Batismo de Jesus – Mateus 3:16 e 17 – O Pai, o Filho e o Espírito Santo presentes por ocasião do batismo.
  2. A comissão evangélica – Mateus 28:19 – Outra vez encontramos a Trindade na fórmula oferecida para o batismo dos crentes.
  3. Na Ressurreição de Jesus – Atos 3:26; 2 Tessalonicenses 1:10; João 2:19-21 – Temos o Pai e o Filho envolvidos na ressurreição. Para completar o quadro, temos Romanos 8:11. Aqui o Espírito é apresentado como autor da ressurreição de Cristo. Atos 17:31 menciona Deus, o Pai, ressuscitando. O Deus triúno participou na ressurreição de Jesus.
  4. Bênção apostólica – 2 Coríntios 13:13 – Outra vez, o Pai, o Filho e o Espírito Santo atuando em favor da igreja cristã.

 Muito mais poderia ser acrescentado, pois há dezenas e centenas de textos para formar um quadro mais amplo. Em toda a Escritura temos evidência da ação de três Pessoas amorosas, poderosas, oniscientes e onipresentes unidas em um só propósito: salvar Seus filhos e guiá-los para a felicidade eterna.

“Esse é o nosso Deus a quem aguardamos; nele gozaremos e nos alegraremos” (Isaías 25:9). E afinal, não é exatamente isso que esperávamos dEle?

 Pr. Dermival Reis

Fonte: http://esperanca.com.br

TRISTEZA – 2Samuel 13-14

jeremias Que confusão! Mais uma vez, com muita alegria, vamos comentar sobre nossa leitura bíblica. Mas, apesar de estar feliz, hoje, infelizmente, vamos falar sobre um assunto triste. 2Samuel 13-14 está parecendo um telejornal, desses que passa em tevê aberta no começo da noite. É uma notícia ruim atrás da outra. Tem poucas boas novas. E o triste é ver esses episódios acontecendo dentro da casa do líder espiritual de Deus: Davi, o ungido do Senhor.

Você lembra que, há três dias, comentei sobre a poligamia? Infelizmente, Davi, que devia ser o exemplo, desobedeceu a Deus e teve várias esposas, a ponto de tomar a mulher do amigo à força.

Porém, aquilo que plantamos, colhemos. No verso 13 do capítulo cinco de 2Samuel, temos a semente: “Davi tomou mais concubinas e esposas…” Na leitura de hoje, começamos a ver o fruto que Davi colheu.

A “colheita” de Davi foi nunca mais ter um lar em paz. A casa dele continuou sempre cheia de confusão. Os filhos de Davi trouxeram muita tristeza para ele. Ter vários filhos, com várias mulheres, fez com que a meninada crescesse sem receber toda a formação que era devida.

Observe que Amnon, um dos filhos de Davi, se apaixonou por Tamar, que também era filha dele. Logicamente, ela era sua irmã, mas Amnon não considerava assim. Veja o que ele disse a respeito: “Estou apaixonado por Tamar, irmã de meu irmão Absalão” (2Samuel 13:4). Como era uma mistura de irmãos com meio-irmãos, eles perderam a noção do que deveria ser a casa dos líderes do povo de Deus: um lar completo e bem estruturado.

Você percebe que eles não tinham essa educação, esse sentimento de um lar completo, onde moram o pai, a mãe e os irmãos? E isso trouxe outras conseqüências bem piores. Amnon levou o assunto a sério e estuprou a própria irmã. O curioso é que o pecado é igual bola de neve; em cada girada, o problema só vai aumentando mais.

Davi perdeu a felicidade de três filhos, de uma única vez. Tamar levou as conseqüências eternas, emocionais, de ter sido vítima desse incesto. Absalão tomou as dores da irmã, deu uma de justiceiro e matou o irmão, Amnon. Virou um assassino fugitivo. Davi, daquele dia em diante, nunca mais foi feliz com seus filhos.

Diferente dos contos de fada, não é mesmo? A Bíblia é assim: bem realista. Ela nos mostra o tamanho da tristeza pela qual podemos passar como conseqüência negativa por termos plantado sementes más por meio de más ações durante nossa vida.

Portanto, compensa buscar fazer tudo certo, porque a probabilidade de termos uma vida feliz será bem maior.

Fonte: http://www.nasaladopastor.com/

O Poço de Lágrimas

Quando Esaú ouviu as palavras de seu pai, deu um forte grito e, cheio de amargura, implorou ao pai: “Abençoe também a mim, meu pai!” Gênesis 27:34

tumblr_lh7m7gBKkR1qgv1ts

O grito de amargura de Esaú ecoa pelos séculos. É o clamor de filhos e filhas que anseiam a aprovação paterna.

Ao que parece, o clamor de Esaú não faz sentido. Aparentemente, Esaú deve ter sido criado em uma família que adorava a Deus e manifestava amor. Seu pai, Isaque, homem temente a Deus, amava Rebeca, sua esposa (Gn 24:67). O casal esperou um longo período para ter filhos e finalmente tiveram apenas dois – gêmeos, Esaú e Jacó. Esse foi um lar em que os filhos foram desejados, recebidos com alegria e amados.

A imagem de Esaú extraída da Bíblia é a de um homem forte e autossuficiente. Ele “tornou-se caçador habilidoso e vivia percorrendo os campos” (Gn 25:27). Não esperamos ver um homem como esse abrir a boca a chorar.

Mas aquele lar estava longe do modelo que aparentava ser. Os pais tinham preferências. Isaque amava Esaú, Rebeca amava Jacó. É claro que os filhos sabiam disso.

Assim, Esaú, com toda a aparente coragem e indiferença às emoções, se sentia profundamente inseguro. Na ocasião em que Jacó enganou Isaque a fim de receber a bênção da primogenitura – bênção que Isaque pensou estar proferindo sobre o outro filho – Esaú irrompeu em lágrimas. Poucos dias antes, havia tratado a bênção de maneira arrogante, trocando-a por um prato de guisado de lentilhas; mas agora, ao ver seu irmão levar o prêmio, clamou para que fosse abençoado também.

O ato de educar os filhos é um aprendizado para os pais também. Ao ensinarmos, continuamente aprendemos mais a nosso respeito. Ficamos surpresos ao perceber como um filho é diferente do outro. Ao se tornarem adultos, ficamos admirados em saber como a opinião de cada um varia em relação à maneira com que foram criados.

Um poço de lágrimas começa a se formar logo cedo dentro de cada um de nós. Até mesmo a melhor família do mundo está manchada pelo pecado, e os filhos detectam (ou pensam que detectam) palavras ou ações que demonstram certa preferência pelo irmão. O poço de lágrimas continua a aumentar em segredo. No momento em que o poço explode na idade adulta, surpreende os pais e outros membros da família.

Mas a graça faz a diferença. A graça assegura aos pais que Deus nos ama, nos aceita e nos ajuda a demonstrar aprovação. Por meio de elogios, abraços, pequenas atenções, transmitimos uma bênção aos nossos filhos.