Especialistas discutem tecnologias para levar a Bíblia a lugares distantes

Ideias arrojadas estão sendo apresentadas no evento que termina nesse domingo nos EUA

Silver Spring, EUA … [ASN] “A compreensão precede a ação”. A frase do CEO da companhia de café Starbucks, Howard Schultz, foi usada por Jerry Chase para definir a importância do conhecimento geográfico para obter sucesso, seja numa empresa ou numa congregação local.

A palestra de Chase, que é pastor no estado americano de Ohio, foi transmitida no segundo dia doGAIN (Global Adventist Internet Network), principal fórum de internet, tecnologia e evangelismo da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Pela primeira vez o evento, realizado em parceria com as 13 regiões mundiais da denominação, é online.

A primeira experiência do Gain online foi de 3860 visitantes de 106 nações, com um total de 8816 views. O Brasil foi o país que mais acessou. As cinco primeiras nações foram: Brasil (2748), EUA (1191), México (355), Peru (128) e Argentina (119).

Chase usou o exemplo da Starbucks no uso efetivo do software GIS (Sistema de Informação Geográfico) para abrir lojas em locais estratégicos. A ação foi fundamental para revitalizar a empresa, inclusive na utilização de informações climáticas. Em dias de frio e chuva, houve maior oferecimento de bebidas quentes e, nos dias de maior calor, de bebidas frias. Atitudes que fizeram a diferença.

Chase disse que o GIS pode similarmente ajudar a Igreja a entender como e onde vivem seus fieis e definir áreas carentes de presença adventista. O conceito é simples, mas a utilização de ferramentas que mapeiem o território que se quer alcançar para levar os ensinos de Cristo ou ofereça dados daqueles em que já há presença adventista, pode ser fundamental.

Chase contou que a Igreja Adventista do Sétimo tem usado o GIS em diversas ocasiões. Mencionou, por exemplo, o ministério Adventist Frontier Mission, que usou o programa para localizar regiões não alcançadas na Tailândia. O resultado foi o estabelecimento de uma congregação adventista no norte de Khmer e de uma rádio adventista.

Após a apresentação, o momento de discussão trouxe ideias como o uso do programa Excel (Microsoft) para mapear uma congregação local, para que, conectadas, as pessoas ajudem a tomar decisões.

Ação prática nas igrejas

Segundo os apresentadores, conhecendo melhor as características geográficas e outros dados relevantes, os anciãos (líderes leigos que ajudam a dirigir as congregações locais adventistas) podem ver onde moram os membros. A partir daí, têm melhores condições de tomar decisões para unir as pessoas e conseguir ótimos resultados.

Os dados coletados podem incluir características de envolvimento com a missão ou não, qualidades e habilidades. O teólogo citou que os dados mostram coisas até então invisíveis, como regiões onde há muitos ou poucos pastores, adventistas ou não, proximidade de moradia dos fiéis e muito mais. O mapa leva a mais perguntas e questões, fazendo as pessoas refletirem mais.

O projeto Josué foi usado como exemplo. Por meio de satélite, necessidades especiais de oração são detectadas.

De acordo com Chase, “tem havido uma crescente coalizão de líderes adventistas das áreas de tecnologia, missão global e comunicação trabalhando na direção de conectar dados para auxiliar na tomada de importantes decisões”.

Um participante da conferência na Venezuela disse já ter usado o GIS para mapear estratégias locais para reuniões de pequenos grupos.

Participantes de mais de 60 países estão enviando questões para as discussões ao vivo através de Twitter e Facebook, usando a hashtag #GAiN15.

Como construir um App?

Outra palestra do dia foi sobre como construir um aplicativo (programa) para celular. Harvey Alférez, professor na Escola de Engenharia e Tecnologia na Universidade de Montemorelos, no Mexico, ministrou a aula.

Alférez relembrou que, como adventistas, temos uma missão bem definida: “proclamar as três mensagens angélicas”. E a tecnologia, ressaltou, “existe para isso, alcançar pessoas”. No mundo de mais de 7 bilhões de pessoas, 6 bilhões têm acesso a celulares.

Ao explicar o processo de construção de um aplicativo, destacou que deve haver uma boa, atrativa e interessante ideia. Quando os participantes perguntaram o que vem primeiro: “o site ou o aplicativo?”, os panelistas ressaltaram que, dependendo do conteúdo, a website vem primeiro e ajuda a criar o tipo ideal de aplicativo.

Há que se definir qual o diferencial, propor soluções, criar tela funcional e boa navegabilidade.

Para concluir, Alférez propôs colocar a ideia no papel, concretizar a ação e ficar de olho na reação das pessoas, para sempre melhorar o projeto. Um aplicativo pode ser utilizado para evangelizar e ajudar uma igreja local em suas necessidades.

GAIN termina nesse domingo

O evento online, que começou na quarta-feira (11), vai até hoje (15). A primeira palestra foi da chefe do escritório de informação da sede mundial da Igreja Adventista, Nancy Lamoreaux. Ela falou sobre a ordem de Cristo, de “ir e fazer discípulos de todas as nações”, no contexto do uso das novas tecnologias para espalhar as boas novas.

Para o gerente de estratégias digitais da web da Igreja Adventista na América do Sul, Rogério Ferraz, “o evento é uma grande oportunidade de promover a unidade no âmbito de comunicação e tecnologia, e também de motivar fiéis no uso de técnicas inovadoras para salvar pessoas”. Para Ferraz, o GAIN mostra que todos têm lugar na pregação online.

Capacitação online

Além da transmissão desta sexta, o evento ainda vai tratar de engajamento interativo, orçamento e cryptocurrency (ou moeda crypto).

Nesse sábado, 14, foi veiculado um culto com pregação do diretor mundial de comunicação da Igreja Adventista do Sétimo Dia, pastor Williams Costa Júnior. O título do sermão foi  Tecnologia e Revelação.

O líder demonstrou imensa alegria pela participação de internautas de mais de 60 nações, como Israel, México, Romênia, França, Equador, Angola, Cuba, Coreia do Sul, Paraguai, Argentina e Brasil. “É maravilhoso que daqui podemos capacitar e motivar pessoas de várias partes do planeta”, comemorou Costa Júnior.

Uma equipe de mais de 30 pessoas está trabalhando na décima primeira edição do GAIN, realizada na sede mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Silver Spring.

O evento é transmitido em quatro idiomas: inglês, português, espanhol e francês, e em três diferentes horários. No Brasil, às 9 horas, 15 horas e 22 horas.

Links:

Português:  http://gain.adventist.org/2015/live.pt.html

Espanhol:  http://gain.adventist.org/2015/live.es.html

Inglês:  http://gain.adventist.org/2015/live.en.html

Francês:  http://gain.adventist.org/2015/live.fr.html

[Equipe ASN, Márcio Basso com informações da ANN]

Fonte: http://noticias.adventistas.org

A que tipo de comida e bebida refere-se Colossenses 2:16?

“Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida…” (Cl 2:16 – primeira parte).

As palavras gregas usadas aqui, brósis e pósis[i], se referem mais à maneira de comer e beber que ao que se bebe e se come.

Há várias interpretações quanto ao significado desta frase. Alguns sugerem que se refere a alimentos e libações apresentados como parte do sistema cerimonial judaico. Outros, notando o contexto da epístola, pensam que tem que ver com instruções ou proibições ensinadas pelos falsos mestres, judaizantes ou gnósticos.

Alguns, equivocadamente, têm chegado à conclusão de que esta afirmação de Paulo indica a abolição da distinção entre carnes imundas e limpas (Lv 11), pelo qual um cristão estaria livre para comer qualquer carne. Que Paulo não disse tal coisa se pode ver pelo seguinte:

  • Esta passagem nem sequer menciona o tema de alimentos limpos e imundos. Se bem que se fala de não tocar, não provar (v. 21), não há menção alguma de carnes imundas.
  • A distinção entre carnes limpas e imundas (Lv 11) não é parte da lei mosaica. Ela aparece em Gn 7: 2. Sem bem que as razões da proibição de comer certas carnes não são claramente dadas, sabemos que a complacência do apetite quando se comem alimentos impuros frustra os perfeitos desígnios do Criador. O apóstolo não estava autorizando aos cristãos de Colossos a comer e a beber todo tipo de alimento, sem descriminação. O que lhes disse é que não prestem atenção a quem os critica por não cumprir com regulamentos humanos – que já eram de origem judia, gnóstica ou pagã – que o cristão não necessita observar.

 [i] Comentário Bíblico Adventista do 7o Dia, vol. 7 Fundamentos de La Esperanza

Fonte: http://esperanca.com.br/

O que é a morte?

Qual é o significado das palavras “espírito” e “alma” ?

 Esse assunto exige um estudo profundo[1], mas para que possa dar um grande passo inicial na compreensão de um tema tão complexo, irei lhe responder agora, de uma forma sucinta, o significado dos termos “espírito” e “alma”, como são apresentados na Bíblia.

Para sabermos o que é uma “alma”, precisamos ir ao relato bíblico da criação do ser humano nos primeiros capítulos do livro de Gênesis (Origem de todas as coisas). Quando Deus criou o homem e a mulher, os fez do pó da terra e a seguir soprou neles o fôlego de vida. Esse fôlego de vida é o “espírito”, o sopro que saiu da boca de Deus, de acordo como original hebraico. Nada tem a ver com uma “entidade imaterial capaz de sobreviver de forma consciente fora do corpo”. E, o resultado da união entre o pó da Terra (corpo) e a fôlego-espírito que saiu da boca de Deus resultou num ser vivente ou alma vivente. É o que diz Gênesis 2:7:

“Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra [corpo moldado pelo próprio Artista – Deus] e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida [espírito, no original], e o homem passou a ser alma vivente.” Gênesis 2:7.

Veja que de modo claro a Bíblia afirma que o ser humano não tem uma alma: ele É uma alma!É uma alma, sinônimo de pessoa! Deus não colocou uma alma no homem. Deus fez uma alma. Os animais também são almas ou seres viventes (Gênesis 1:20).

 O termo “alma” nas Escrituras se aplica às pessoas vivas (em certos casos, a outras criaturas – também vivas) e nunca a “entidades mortas conscientes” – ideia de pagãos gregos que, infelizmente, por influência de Agostinho (354-430 d.C), infiltrou-se nas igrejas cristãs.

Portanto, de acordo com a Bíblia, a “alma” é o ser vivo. Ao morrer, a alma desaparece, deixa de existir (pois volta ao pó da Terra). É o que você pode ler em Ezequiel 18:4 e 20. Já o “espírito”, sendo o “fôlego de vida de Deus”, é um poder do Senhor que dá vida às criaturas. Essa “energia vital” volta para Ele (Eclesiastes 12:7. Mas, lembre-se: não é uma entidade consciente).

O que é a morte

             É um sono sem sonhos. Morrer significa morrer mesmo, deixar de existir até o dia da ressurreição (João 6:40 – sobre a ressurreição dos mortos estudaremos logo a seguir). É o que Jesus disse (e escritores bíblicos):

“Isto dizia, e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo. Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono. Então Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu”.

No sono, a pessoa perde a noção do tempo e da existência e não sabe de nada que acontece ao redor. A mesma coisa ocorre na morte, que é um sono, de acordo com Jesus Cristo, o Autor da Vida (Atos 3:15). Eclesiastes 9:5, 6 e 10 comprova que na morte ninguém está sofrendo ou desfrutando de alguma recompensa[2]: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem de coisa nenhuma… Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol… No além para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma”.

Vemos, então, que a morte é um estado de inconsciência total.

 Quando o homem morre, diz Jó 14:21: “Os seus filhos recebem honras, e ele o não sabe; são humilhados, e ele o não percebe”. Isso porque não está consciente.

E é bom que seja assim, pois quando o homem ressuscitar ao chamado de Deus, não saberá quanto tempo ficou na sepultura e terá a impressão de que acabou de dormir e já estará vendo o Senhor Jesus Cristo.

Para onde vai a “alma” depois da morte?

 Biblicamente, a “alma” – ou seja, a pessoa – vai para o pó da terra. Essa é a consequência de o ser humano ter pecado e não mais ter acesso à árvore da vida (ver Gênesis 3:22-24):

“No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.” Gênesis 3:19.

“Porque o que sucede aos filhos dos homens, sucede aos animais; o mesmo lhes sucede. Como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó, e ao pó tornarão”. Eclesiastes 3:19 e 20.

Quem é o autor da doutrina da imortalidade natural da alma

 Como vimos até aqui, “alma” na Bíblia significa pessoa viva. E, espírito, se refere principalmente ao “fôlego de vida” que Deus soprou no ser humano para que se tornasse umaalma vivente.

A ideia de que a alma não morre é ensino de Satanás e foi a primeira mentira pregada pelo diabo. Gênesis 3:4: “Então a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis”. A verdade é aquela dita em Gênesis 2:17: “No dia em que dela comeres, certamente morrerás”.

Jesus disse que o diabo é mentiro­so e Pai da mentira (João 8:4). A mentira do diabo é a base do espiritismo moderno e de todo ensino que diz que a alma é imortal.

Como já escrito anteriormente, o termo “alma” nas Escrituras se aplica às pessoas vivas (em certos casos, a outras criaturas – também vivas) e nunca a “entidades mortas conscientes” – ideia de pagãos gregos que, infelizmente, por influência de Agostinho (354-430 d.C), infiltrou-se nas igrejas cristãs.

Para onde irá a alma depois da ressurreição?

             A maravilhosa notícia é que os mortos voltarão a ser almas-pessoas vivas por ocasião da volta de Jesus Cristo. Portanto, a morte não é o fim de tudo! “Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda.” 1 Coríntios 15:23.

            Todos os que morreram crendo em Cristo serão ressuscitados. Ser ressuscitadosignifica ressurgir com o corpo transformado. “Os vossos mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho de vida, e a terra dará à luz os seus mortos.” Isaías 26:19.

            De acordo com 1 Tessalonicenses 4:13-18, as pessoas vivas ou almas irão para o Céu, morar com o Senhor (João 14:1-3) e permanecer por lá mil anos para julgar, entender como Deus lidou com o pecado e os pecadores (Apocalipse 20:4, 5; 1 Coríntios 6:2, 3) e descansar. Depois desse período de férias no Céu, a Cidade Santa descerá aqui na Terra renovada (Apocalipse 21:1, 2), em cima do monte das Oliveiras, em Jerusalém (Zacarias 14:1-4), que se tornará num grande vale. Moraremos na Nova Terra restaurada (Isaías 65:17) em nossas lindas casas e poderemos plantar, sem depender de salário ou esforço braçal para sobreviver (Isaías 65:21, 22). Teremos acesso a frutas, verduras, legumes e alimentos que não podemos nem imaginar o sabor (pois muitos foram destruídos com o dilúvio).

            Deus estará conosco para sempre (Apocalipse 21:3; 22:4) e isso será a garantia de que não mais iremos sofrer (Apocalipse 21:4).      Nosso estilo de vida será maravilhoso. Veja que não seremos “espíritos desencarnados”, mas, que teremos corpos glorificados (1 Coríntios 15:51-55; Filipenses 3:20, 21) e imortais, pois comeremos da árvore da vida (Apocalipse 22:2). Iremos até conhecer nossos queridos na eternidade, pois em Mateus 8:11 Jesus mostra que iremos conhecer Abraão, Isaque e Jacó (se vamos conhecer pessoas novas, é óbvio que iremos reconhecer quem já conhecíamos!).

            Os animais deixarão de ser carnívoros e ferozes: “O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; pó será a comida da serpente. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR.” Isaías 65:25. Ler também Isaías 11:6, 7.

            O pecado terá tido um fim juntamente com os pecadores que não aceitaram a Jesus. Durante o milênio teremos tido todas as evidências de que Deus fez o que podia para salvar a todos. E aí se cumprirão para sempre as palavras de Apocalipse 21:4: “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.”.

            A escritora cristã Ellen White fez um lindo comentário sobre o fim do mal e o início de uma era de felicidade eterna ao lado do Deus Criador:

O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor” – O Grande Conflito, pág. 678. 

            Você não pode perder a oportunidade de ser salvo (a), reencontrar os queridos que um dia descansaram na morte e desfrutar com eles das alegrias do Céu e da Nova Terra. A única coisa que temos a fazer é crer em Jesus Cristo (João 3:16), O aceitar como Salvador pessoal e Senhor (Mateus 7:21-23) e pela fé segui-Lo (1 João 5:12).

            Tome sua decisão agora mesmo e mantenha contato com a Escola Bíblica. Teremos muita alegria em lhe atender.

            Jesus está voltando e Ele tem pressa em anotar o seu nome no Livro da Vida! (Apocalipse 3:5):

“Filhinhos, agora, pois, permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e dele não nos afastemos envergonhados na sua vinda.” 1 João 2:28.

            Um abraço,

Leandro Soares de Quadros

Consultor bíblico e conselheiro

Jornalista


[1] Para saber as várias traduções desses termos na Bíblia, mantenha contato com a Escola Bíblica e solicite o conteúdo do código CAT 6489.

[2] Mesmo porque em Hebreus 11:39 e 40 é dito que todos os justos irão juntos para o Céu,depois da ressurreição, para receberem o prêmio da eternidade! Ver 2 Timóteo 4:8.

Fonte: http://esperanca.com.br/

Alma e espírito

Os significados das palavras “alma” e “espírito” na Bíblia

 Algumas informações etimológicas[1] 

            As palavras “alma” e “espírito” nas Escrituras provêm de palavras hebraicas e gregas, línguas em que a Bíblia foi escrita. Vejamos:

Alma – No Antigo Testamento, vem do hebraico vpn (nephesh). Ocorre aproximadamente 755 vezes, sendo traduzida de diferentes formas, dependendo do contexto. No Novo Testamento, a palavra grega é quch (psychê) e ocorre aproximadamente 105 vezes.

Espírito – No Velho Testamento são usadas as palavras Mwr (ruach) e hmvn (neshamah). Aparece 377 vezes. No Novo Testamento, a palavra grega para espírito é pneuma (pneuma) e aparece 220 vezes[2].

Como essas palavras são traduzidas

            São explanadas de diversas formas nas Escrituras. Eis alguns exemplos:

  • Alma é traduzida como: vida (Gênesis 9:4,5; 35:18; Salmo 31:13), pessoa (Gênesis 14:21; Deuteronômio 10:22; Atos 27:37), cadáver (Números 9:6); apetite (Ec 6:7) coração (Êxodo 23:9) ser vivente (Apocalipse 16:3) pronomes pessoais (Salmo 3:2; Mateus 26:38)

A palavra “alma” aparece na Bíblia aproximadamente 1600 vezes e em nenhum caso refere-se a uma entidade imaterial com imortalidade e que sobreviva fora do corpo.

  • Espírito pode ser traduzido como: vento (respiração – Gênesis 8:1), espírito (no sentido de alento, ânimo – Juízes 15:19), atitude ou estado de espírito (Romanos 8:15; 1 Coríntios 4:21), sopro ou hálito de Deus (2 Tessalonicenses 2:8) consciência individual (1 Coríntios 2:11, primeira parte).

O termo também é usado para se referir a seres pessoais: anjos e demônios (Hebreus 1:14; 1 Timóteo 4:1; a Cristo (1 Coríntios 3:17[3]) a Divina natureza de Cristo (Romanos 1:4), à Terceira Pessoa da Trindade (Romanos 8:9-11; 1 Coríntios 2:8-12[4]); a Deus Pai (João 4:24) e a pessoasvivas (Hebreus 12:22, 23).

Por que existem tantos sentidos para as palavras “alma e espírito”? As línguas bíblicas não possuem um considerável número de verbetes. O hebraico, por exemplo, não possui vogais, preposições, ou conjunções. Esta escassez de palavras faz com que um termo seja traduzido de diferentes formas.

            Como comparação, vejamos a língua portuguesa. Mesmo sendo rica em letras e verbetes, enfrenta certas dificuldades. A palavra “manga” tem mais de 1 sentido: refere-se à manga de um casaco e a uma fruta. Se a nossa língua, com seus muitos verbetes, tem palavras com vários sentidos, imagine o alfabeto hebraico!

            Apesar das diversas traduções, é importantíssimo sabermos que o conceito básico de “espírito” e “alma” encontrados no texto de Gênesis 2:7, onde é mencionado o processo utilizado por Deus na criação do homem:

“Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida (neshamah), e o homem passou a ser alma (nephesh) vivente”.

Deus formou ao homem de dois elementos: pó da terra e fôlego de vida. De acordo com o original, este texto seria da seguinte forma: “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o espírito de vida (fôlego de vida), e o homem passou a ser umapessoa vivente”. Isso significa que no conceito Bíblico:

  • O principal significado de “espírito” (mesmo podendo ser traduzido de várias maneiras) é fôlego de vida; 
  • “Alma” é a união do corpo com o fôlego de vida, ou seja, a pessoa como um todo. Uma pessoa viva. Veja Deuteronômio 10:22: “Com setenta almas [pessoas], teus pais desceram ao Egito; e, agora, o SENHOR, teu Deus, te pôs como as estrelas dos céus em multidão.”

   Uma breve ilustração

Digamos que você tenha uma lâmpada e não tenha a eletricidade. Teria a luz? Certamente não. Agora, suponhamos que você tenha a eletricidade, mas não tenha a lâmpada. Haveria luz? Também não.

Para haver a luz, é necessário haver a lâmpada e a eletricidade. Apenas um desses itens não basta.

O mesmo se dá em relação à vida! Para existirmos temos de ter o corpo e o espírito (fôlego de Deus). Do contrário não temos vida; deixamos de existir e dormimos o sono da morte. O próprio Cristo, o “Autor da Vida” (Atos 3:15) comparou a morte a um sono:

“Isto dizia e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo.  Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono.  Então, Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu”. João 11:11-14.

Com essa comparação, Cristo confirmou o que disse Salomão a respeito do estado do ser humano na morte:

“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento.  Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol”. Eclesiastes 9:5-6.

O estado do ser humano na morte

Na Bíblia, a morte é comparada a um sono (sem sonhos) aproximadamente 53 vezes, indicando assim o estado de inconsciência dos mortos até a volta de Jesus (ler Salmo 6:5; 13:3; 88:10-12; 115:17; Isaías 38:18-19; Eclesiastes 9:5-6 e 10; 1 Tessalonicenses 4:13-16).

“A Bíblia não apóia em absoluto a doutrina popular de que os mortos permanecem conscientes até a ressurreição. Pelo contrário, enfaticamente refuta tal ensinamento (Sl 115:17; Ec 9:5). Emprega-se comumente o verbo dormir como símbolo da morte (Dt 31:16; 2 Sm 7:12; I Rs 11:43; Jó 14:12 ; Dn 12:2; Jo 11:11,12; I Co 15:51; I Ts 4:13-17; etc). A declaração de Jesus, que consolava a seus discípulos com a idéia de que eles voltariam a estar com ele na ocasião de sua segunda vinda e não na morte, ensina claramente que o “sono” não é uma comunicação consciente dos justos com o Senhor (João 14:1-3). Do mesmo modo, Paulo explicou que ao produzir-se o segundo advento, todos os justos que então estão vivos e os mortos que ressuscitarão neste momento se unirão simultaneamente com Cristo, sem que os vivos precedam os mortos (1 Ts 4:16,17)”[5] .  

Se a morte fosse um começo de uma nova existência, não poderia ser chamada pelas Escrituras de nossa “inimiga” (1 Coríntios 15:26); teria de ser chamada de amiga, pois estaria nos ajudando a ir para o paraíso…

Só Deus é imortal em Sua essência

De acordo com as Escrituras, o único que possui a imortalidade é Deus: “a qual, em suas épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores;  o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!” 1 Timóteo 6:15-16.

Para que o homem fosse eterno, teria de obedecer a Deus e assim teria livre acesso à árvore da vida, que perpetua a existência. Como o ser humano pecou e Deus o expulsou do Éden para que não fosse um pecador imortal, Adão e Eva não comeram mais da árvore da vida, tornando-se assim mortais. (Leia Gênesis 3:22-24; Isaías 51:12). E essa mortalidade herdamos deles (Romanos 5:12 e 6:23).

Se já fôssemos imortais não haveria necessidade de Adão ter comido da árvore da vida, e, nós, de a comermos no Céu. (ler Gênesis 2:16, 17; 3:23, 24 e Apocalipse 22:2). Como seríamos imortais sendo que Deus privou o homem de comer da árvore da vida? (Gênesis 3:22 e 24). O ser humano foi criado com a imortalidade, mas ela era “condicional” à obediência a Deus.

Quando Jesus voltar e nos levar com Ele comeremos da árvore da vida para sermos imortais:

“No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos”.Apocalipse 22:2.

“Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas”. Apocalipse 22:14.

“e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro”. Apocalipse 22:19.

Para pensar

  • Se já tivéssemos uma alma ou espírito imortal, não haveria necessidade de comermos da árvore da vida;
  • Se o espírito ou alma já estivessem no Céu ou em algum lugar intermediário (vivendo de um modo imaterial), por que Jesus iria vir nos buscar? Não haveria necessidade se já estivéssemos lá em cima.

A doutrina da ressurreição é uma prova de que a pessoa ainda não recebeu a recompensa eterna, pois, se Jesus vem nos ressuscitar a pessoa para levar ao Céu, é sinal de que ela ainda não está lá. Foi por isso que Paulo sempre acreditou que a recompensa dela era no futuro, na volta de Jesus: “Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.” 2 Timóteo 4:8.

E não devemos esquecer que as pessoas que já foram arrebatadas ao Paraíso (Enoque, Moisés e Elias) foram com o corpo, em vida e não por ocasião da morte (Moisés foi ressuscitado antes de ir ao céu – ver Judas 1:9). Isto é uma prova indiscutível de que o ser humano, ao ir para o Céu, irá também com o corpo e não “em espírito”, como ensina a doutrina espírita.

A origem da doutrina da imortalidade da alma – breve resumo

Em Gênesis 3:4 encontramos o primeiro “médium” que existiu no mundo: uma serpente que serviu de “canal” para que o diabo falasse por meio dela e enganasse Eva. Foi satanás quem disse que, mesmo sendo uma pecadora, Eva não morreria: “Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis.” Algo totalmente oposto ao que Deus havia dito em Gênesis 2:16, 17.

Portanto, o criador da doutrina da imortalidade natural da alma foi o diabo. Depois, ele usou recursos humanos para difundir essa teoria até os nossos dias, como disse um influente pastor Presbiteriano:

“A doutrina da imortalidade da alma não é bíblica, mas pagã. Nasceu na Grécia e propagou-se na Igreja, através de Platão, do século V em diante, graças à influência de Agostinho…”[6]

            Na seqüência histórica surgiu Allan Kardec que, por meio de sua “mediunidade” e escritos incentivou muitos a estudarem o espiritismo, que se tornou bem aceito. Hoje, conta com milhares de adeptos ao redor do mundo, especialmente no Brasil.

Questões Bíblicas para análise:

1) Se a pessoa ao morrer fosse para o céu, o inferno ou um lugar intermediário entre os dois, que necessidade haveria de Jesus voltar e ressuscitar, se nosso ente querido já estivesse num desses lugares? (lembre-se: os filhos de Cristo, ressuscitarão na volta dEle! Ler 1 Coríntios 15:23). É ilógico Jesus enviar-nos do céu “em espírito” à sepultura para depois ter de nos ressuscitar. Como harmonizar a doutrina da ressurreição com a doutrina imortalista?

2) Como crer que ao morrermos vamos para o Céu se em Hebreus 11:39 e 40 os heróis da féainda não obtiveram a concretização da promessa, pois Deus não quer que sem nós eles sejam aperfeiçoados? (Lembremos de 1 Coríntios 15:20);

3) Como crer na doutrina da imortalidade da alma sendo que a eternidade do homem era condicional à obediência a Deus, e, por desobedecerem, Adão e Eva foram privados da árvore da vida para que não se tornassem imortais como Deus? Nós não comemos da árvore da vida… (Gênesis 3:22-23). Outra questão: Por que iremos comer da árvore da vida no céu se nosso “espírito” já é imortal? (Apocalipse 22:2);

4) Se somos imortais, por que devemos ainda “buscar a imortalidade e a incorruptibilidade”? (Romanos 2:7). Se devemos buscar, é porque não a temos;

5) Por que Jesus diz ser a morte um sono? (João 11:11-14). Se temos uma “alma” ou “espírito” imortal, por que Jesus disse, após Sua ressurreição, que durante a morte “ainda não tinha subido para o Pai?” (João 20:17).

6) Como harmonizar a doutrina da imortalidade da alma com o texto de Mateus 16:27, no qual diz que “a recompensa será dada quando Jesus voltar”? Se estivessem os mortos no Céu, no inferno ou num lugar intermediário, já teriam recebido a recompensa antes mesmo do juízo final! Tal doutrina (vida após a morte) não se harmoniza com a doutrina do Juízo, que está no futuro (Atos 17:31).

7) Jesus disse em João 11:25: “… Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; (João 11:25 grifo meu); Ele não disse: “… ainda que morra, vive…”. “Ao contrário, Ele declarou, que no futuro trará da sepultura aqueles que morreram nEle. Veja João 5:28 e 29”[7].

 

Quando receberemos a imortalidade.

Em João 5:24 o Senhor diz que ao cremos nEle, temos a imortalidade garantida. Mas isto não significa que hoje tenhamos recebido a imortalidade . Isto fica claro nos seguintes textos, onde se afirma que a receberemos quando Jesus voltar e ressuscitar os justos :“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” João 11:25. “E serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos”. Lucas 14:14. “De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”. João 6:40.

Outros versos:

“Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados”. Hebreus 11:39-40. “Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda”. 1 Coríntios 15:23. “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança.  Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem.  Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem.  Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;  depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”. 1 Tessalonicenses 4:13-17.

Neste texto da carta de Paulo aos Tessalonicenses podemos ver a seqüência correta dos eventos antes de recebermos a imortalidade que já nos está assegurada em Cristo:

      1o: Vinda de Jesus;

2o: Ressurreição dos mortos;

3o: Transformação dos vivos;

4o: Arrebatamento dos vivos juntamente com os mortos ressuscitados, indicando assim que iremos para o Céu todos juntos; os mortos não vão primeiro após a morte;

5o: Encontro com o Senhor nos ares;

6o: Vida eterna ao lado de Cristo.

Em 1 Coríntios 15 também podemos observar esta seqüência em detalhes:

“Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos,  num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará,os mor

Fonte: http://esperanca.com.br/

A Alma é imortal?

De acordo com a Bíblia, a “alma” só existe enquanto o ser humano está vivo. Isso mesmo: “alma” não é uma entidade consciente que pode ser separada do corpo, mas o próprio corpo vivo. Para entendermos o conceito de “alma”, não deveríamos recorrer à filosofia grega[1], mas à origem de vida como foi descrita por Deus em Gênesis 2:7: “Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.”

Perceba que Deus reuniu duas coisas: pó da terra efôlego de vida (que vem de Deus). Com Seu poder cria­dor, ordenou que da mistura dessas duas coisas aparecesse o homem vivo, uma alma vivente. Gênesis 2:7 não diz que o ser humano tem, mas que ele é uma alma. Homem vivo e alma vivente é a mesma coisa.

Quando o pó da terra e o fôlego de vida se separam, desaparece a “alma” – a pessoa que era viva passa a se decompor.

Em Eclesiastes 3:19 e 20 lemos que, na morte, tanto os seres humanos quanto os animais vão  para o mesmo lugar, indicando que ninguém, na atualidade, antes do juízo final (Apocalipse 20) vai para “um lugar intermediário”, “Céu” ou inferno: “Porque o que sucede aos filhos dos homens, sucede aos animais; o mesmo lhes sucede. Como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó, e ao pó tornarão.”

No Novo Testamento, Jesus Cristo comparou a morte ao sono, indicando assim que os queridos que estão na sepultura estão dormindo: “Isto dizia, e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo. Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono. Então Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu.” João 11:11-14.

No sono, a pessoa perde a noção do tempo e da existência e não sabe nada do que acontece ao seu redor. O mesmo ocorre na morte, segundo a Bíblia: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem de coisa nenhuma… Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol… no além para onde tu vais, não há obra, em projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” Eclesiastes 9:5, 6 e 10.

Há esperança!

            Mesmo não havendo consciência depois da morte, ela não é o fim de tudo! A Bíblia ensina que na volta gloriosa de Jesus (1 Coríntios 15:23; Apocalipse 1:7) Ele irá ressuscitar os mortos (1 Tessalonicenses 4:13-18) e trazê-los à vida novamente. Essa é a doutrina daressurreição, a solução de Deus para a morte: “Os vossos mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho de vida, e a terra dará à luz os seus mortos.” Isaías 26:19.

“Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança.” Salmo 17:15.

 Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? 1 Coríntios 15:51-55.

Apegue-se a essa promessa e, se um dia perdeu um ente querido, conforte-se com a doutrina da volta de Jesus e da ressurreição dos mortos, como orienta 1 Tessalonicenses 4:18:“Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.”

Considerações finais

A morte é um sono, um estado de inconsciência total até a volta de Jesus. Quando o homem morre, diz Jó 14:21: “Os seus filhos recebem honras, e ele o não sabe; são humilhados, e ele o não percebe.” Não existem “almas” vagando por aí[2], em algum lugar do espaço. Quando o homem morre, a alma morre, pois o homem e alma são a mesma coisa. O corpo vai para a sepultura e aí fica aguardando, em inconsciência total, a ressurreição, quando for chamado por Deus.

É bom que seja assim, pois quando o homem ressuscitar, ao chamado de Deus, não saberá quanto tempo ficou na sepultura e terá a impressão de que acabou de morrer e já está vendo o Senhor Jesus Cristo. E, no entanto, pode ter ficado na sepultura um dia, um ano, um século ou milênios.

A idéia de que a alma não morre é ensino de Satanás e foi a primeira mentira pregada pelo diabo: “Então a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis.” Gênesis 3:4. A verdade é aquela que Deus disse, em Gênesis 2:17: “No dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Jesus disse que o diabo é mentiro­so e Pai da mentira (João 8:44). A mentira do diabo é a base do espiritismo e de todo ensino que diz que a alma é imortal sem primeiro a pessoa ser ressuscitada!

Se um dia perdeu um ente querido, apegue-se à promessa de Deus e conforte-se com a doutrina da volta de Jesus e da ressurreição dos mortos, como orienta 1 Tessalonicenses 4:18:“Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.”


[1] A crença popular de que a “alma” sai do corpo quando o homem morre e vai para o céu, purgatório ou inferno não tem o apoio da Bíblia. É uma idéia pagã, trazida do Egito e da Babilônia, e introduzida no Ocidente por Platão, o grande filósofo grego. Foi comprada pela Igreja Católica e é ensinada até hoje por quase todas as igrejas cristãs.

[2] As que “parecem ser” são demônios personificados, que imitam as pessoas que morreram para iludir os queridos vivos e que estão sensíveis com a perda. Deus condena qualquer prática espírita por isso. Ver Deuteronômio 18:10-14.

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Dom de cura: como saber se é de Deus ou não?

A Palavra de Deus apresenta o dom da cura como sendo uma possibilidade de Deus e de Satanás. Jesus realizou muitos milagres de cura. Pedro, após ter alcançado a cura do coxo junto à porta chamada Formosa, afirmou claramente que aquele ato foi realizado pelo poder de Cristo Jesus e não pela sua capacidade (Atos 3:12-16).

Assim, em toda a Escritura, a possibilidade de cura é alcançada pelo poder de Deus. Os instrumentos usados para tal milagre podem ser profetas, apóstolos ou alguém designado por Deus. A ciência e os médicos também podem ser usados hoje como instrumentos nas mãos de Deus para a operação de curas. As Escrituras não limitam a possibilidade de cura a uma determinada época ou período. Os milagres dão evidência do poder de Deus, mas não nos esqueçamos da contrafação satânica. Vejamos como isso acontece.

O apóstolo Paulo descreve a ação fraudulenta de Satanás em 2 Coríntios 11:13-15. Ele se disfarça em anjo de luz e assim também os seus apóstolos. O livro do Apocalipse apresenta os sinais e maravilhas da besta que representa Satanás e o Anticristo (Apocalipse 13:13 e 14, 16:13 e 14). Em seu sermão profético, Jesus evidencia a ação devastadora dos falsos Cristos e falsos profetas enganando até os escolhidos (Mateus 24:24).

Em Mateus 7:22,23 Jesus relata a decepção que muitos supostos cristãos experimentarão, por ocasião da Sua volta. Segundo este relato, alguns expulsaram demônios, outros profetizaram e outros fizeram muitos “milagres”. Mas para o horror deles, Jesus dirá: “Apartai-vos de Mim, não vos conheço”.

Como saber se a cura foi efetuada por Deus ou Satanás?

O próprio Jesus responde (Mateus 7:21-23). A cura dá evidências da ação de um poder satânico ou divino. Ninguém deve acreditar num pregador ou apóstolo só porque realiza milagres. Se a sua vida e os seus ensinos não estiverem de acordo com a doutrina bíblica de nada servirão tais milagres (Isaías 8:19 e 20). A cura não prova a verdade e sim a verdade (bíblica) é que prova a cura.

Há inúmeras religiões que falam muito de fé, mas se não houver cura, se não houver enriquecimento, não há motivação para seguir a Cristo. Será isto fé ou barganha? Se não houver compensação não há relacionamento? O apóstolo Paulo pediu para Deus curá-lo de sua enfermidade, mas Deus não o curou. Quer dizer então que o apóstolo Paulo não tinha fé? Cristo disse que seria melhor perder um olho, um braço ou a própria vida, do que perder a vida eterna. Em Isaias 35:5 e 6 o profeta fala do tempo quando Deus virá restaurar a Terra, então os cegos, coxos, mudos e surdos serão curados pelo poder do Seu amor. Portanto, Deus nunca prometeu curar todos os que acreditam nEle, mas prometeu levá-los para o Seu lar onde não haverá mais morte nem dor (Apocalipse 21:1-4).

Nos primórdios da era cristã, Deus deu à igreja o dom da cura e outros dons, para dar crédito à pregação das boas-novas da salvação provida por um Deus que foi morto por simples mortais. Isto naquela época era loucura para os incrédulos. Os dons dados à Igreja eram para ser evidências do poder de Deus na vida de Seus humildes servos.

Note que a ênfase da pregação do evangelho que revolucionou o mundo não era baseada no dom da cura, mas no amor de Jesus demonstrado na cruz do calvário. Será que não havia doentes naquele tempo? Com certeza muitos! Mas os discípulos jamais usaram a cura como um meio de propagar suas crenças. As pessoas não estavam interessadas na cura, mas na nova vida oferecida por Cristo.

Satanás tem deturpado tudo o que Deus criou para a felicidade eterna do homem: o sexo, a música, a dança, os divertimentos, os alimentos, os dons espirituais, etc… Tanto é que Cristo advertiu-nos a respeito dos falsos cristos, falsos profetas, falsos milagres, etc. Hoje há muita exploração comercial e espiritual em torno das curas, onde se vê charlatanismo, truques baratos, autossugestão, e manifestações demoníacas. Graças a Deus que nossa salvação não depende de curas e milagres, mas sim da pessoa de Jesus. Ele é o único nome para a nossa salvação (Atos 4:12). Cremos que Jesus pode e realiza milagres e curas maravilhosas, mas não é por isso que cremos nEle. Cremos nEle porque na cruz Ele demonstrou ser o nosso amorável Salvador!

Cremos que a atitude mais correta é seguir os conselhos da Palavra de Deus, onde com segurança encontramos luz para o nosso caminho durante a jornada neste mundo coberto pelas trevas do egoísmo. A Bíblia diz: “Examinai tudo e retende o que é bom; Nem todo o que diz Senhor entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do Meu pai”.

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O CRIACIONISMO E A EDUCAÇÃO ADVENTISTA

O criacionismo é uma corrente de estudos interdisciplinares que procura explicar a origem da vida e do Universo. Há semelhanças e diferenças entre o criacionismo e as teorias evolucionistas e do design inteligente. As semelhanças com o evolucionismo geralmente dizem respeito à diversificação de baixo nível (ou “microevolução”) e até mesmo à seleção natural, e as maiores diferenças têm que ver com a chamada macro ou megaevolução. Com respeito à teoria do design inteligente, basta dizer que os criacionistas e os defensores daquela teoria buscam evidências de projeto intencional na natureza.
A Rede Educacional Adventista ensina o criacionismo, baseando-se em argumentos científicos e lógicos, sem impor crenças religiosas nem omitir a versão evolucionista. Portanto, o ensino se encontra em harmonia com as prescrições do Ministério da Educação e Cultura. Na definição do físico Urias Takatohi, “criacionismo é o esforço de harmonizar os conhecimentos das ciências históricas, principalmente a geologia e a paleontologia com suas implicações na teoria da evolução biológica, com a visão de inspiração bíblica de que a vida na Terra foi estabelecida por Deus há poucos milhares de anos. Esse esforço se faz para preservar uma interpretação dos primeiros capítulos da Bíblia tão próxima da literal quanto possível, e também por causa do valor atribuído à ciência pelo mundo secularizado de nossos dias”.

A seguir, apresentamos dez razões por que as escolas adventistas ensinam também o criacionismo:

  • O argumento criacionista é coerente com o que se observa nos fósseis encontrados na coluna geológica e diz que a criação deu origem a tipos básicos (“espécies”) de seres vivos e que eles “evoluíram” de forma mais ou menos limitada (diversificação de baixo nível ou “microevolução”). Os criacionistas não creem, no entanto, que todos os seres vivos descendem de um mesmo ancestral unicelular comum, pois é algo que, por experimentação e observação, não é possível ser demonstrado. Cientes das limitações de seu modelo, os criacionistas procuram construir um cenário coerente de sua interpretação da narrativa bíblica com os fósseis e a coluna geológica.
  • O criacionismo apresenta três evidências básicas da existência de um Criador: (1) o ajuste fino do Universo (teleologia), (2) a existência de estruturas irredutivelmente complexas nos seres vivos, que tinham de funcionar perfeitamente desde que foram criadas, ou não chegariam aos nossos dias, e (3) a informação complexa especificada existente no material genético, que só a inteligência pode originar.
  • Os criacionistas entendem que, embora alguns aspectos do evolucionismo sejam fundamentados e úteis para a compreensão de muitos fenômenos naturais, há lacunas nesse modo de pensar. Há alguns pontos no evolucionismo que não são cientificamente sustentáveis e podem ser analisados e apresentados aos estudantes.
  • Atualmente, há vários cientistas criacionistas que fazem boa ciência e apresentam argumentação lógica e importante para ser transmitida. Destacam-se três biólogos norte-americanos: Leonard Brand, Raul Esperante e Harold Coffin. Eles têm artigos publicados nos mais prestigiados periódicos científicos, sobre baleias fossilizadas da Formação Pisco (Peru) e sobre as florestas petrificadas de Yellowstone (EUA). No Brasil, destaca-se o químico e professor da Unicamp, Dr. Marcos Eberlin, que dirige o Laboratório Thomson de Espectrometria de Massas, é membro da Academia Brasileira de Ciências e o terceiro cientista brasileiro mais citado em publicações científicas de renome.
  • O modelo da evolução apresenta lacunas e deve ser confrontado com outras formas de pensar. Por exemplo, o evolucionismo não consegue explicar a origem da vida por processos naturais a partir de matéria não viva. Também não consegue explicar a origem da informação genética de sistemas irredutivelmente complexos, nem o aumento de complexidade que teria acontecido nos organismos durante o processo evolutivo, ou seja, não consegue explicar a origem de novos órgãos, sistemas de órgãos e novos planos corporais que “surgem” sem formas ancestrais bem definidas.
  • O questionamento dos criacionistas é voltado para alguns pontos do darwinismo e não há nenhum incentivo nem direcionamento a se odiar Darwin – ou qualquer outro ser humano.
  • O ensino criacionista, dentro da Educação Adventista, vai ao encontro do que prevê a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. A Lei estabelece que os alunos devem criticar objetivamente as teorias científicas como elaborações humanas de representação aproximada da realidade, e que essas teorias estão sujeitas a revisões e até a descarte, e que o Ensino Médio tem, entre suas finalidades, a de capacitar o educando a continuar aprendendo, a ter autonomia intelectual e pensamento crítico.
  • Conforme escreveu a educadora Ellen White, “é a obra da verdadeira educação desenvolver essa faculdade, preparar os jovens para que sejam pensantes e não meros refletores do pensamento de outros” (Educação, p. 17). Assim, as escolas adventistas entendem que o ensino do contraditório e o contraste de ideias promovem o pensamento crítico. Por isso, são expostos comparativamente nas aulas de ciências os modelos criacionista e evolucionista.
  • O criacionismo bíblico, embora seja filosoficamente embasado no teísmo bíblico, pode ter suas premissas científicas discutidas no contexto científico e ser, assim, considerado em sala de aula. Além disso, atualmente, mais do que em outra época, trata-se de um fenômeno cultural, com muitos defensores, mesmo em países cientificamente avançados como os Estados Unidos. Por isso, o criacionismo merece ser conhecido pelos alunos.
  • Os criadores do método científico, cientistas do quilate de Copérnico, Galileu e Newton, não viam contradição entre a ciência experimental e a religião bíblica. Portanto, os criacionistas de hoje se consideram em boa companhia.

A Educação Adventista tem ao redor do mundo 7.842 instituições, 90 mil professores e mais de 1,8 milhão de estudantes. No Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Chile, Peru e Equador, são 870 estabelecimentos de ensino (incluindo faculdades), 17.886 professores e 292 mil alunos. A Educação Adventista é reconhecida por sua preocupação em oferecer educação de forma integral, privilegiando não apenas o conhecimento técnico, mas o ensino de princípios morais e de uma vida saudável e feliz. É por essas razões que a Rede Adventista proporciona aos estudantes todo o conhecimento necessário para seu desenvolvimento, o que inclui o entendimento tanto do modelo evolucionista quanto do criacionista.

Fonte: http://www.educacaoadventista.org.br